Eficácia nas grandes penalidades garante triunfo visitante num duelo intenso no Complexo Desportivo Francisco Carvalho
No Complexo Desportivo Francisco Carvalho, estiveram frente a frente GD Chaves B e CD Celoricense, num duelo que prometia intensidade — e não defraudou as expectativas.
Desde o apito inicial percebeu-se que seria um jogo dividido, com as duas equipas a disputarem cada lance como se fosse o último. Ainda assim, foi a formação de Celorico de Basto a revelar maior eficácia nos momentos decisivos.
Aos 13 minutos, o árbitro Luís Silva assinalou grande penalidade a favor do Celoricense. Chamado à conversão, Padi não tremeu. Com frieza e precisão, atirou para o fundo das redes e fez o 0-1.
A reação do Chaves B foi quase imediata. Aos 18 minutos, Fabinho tentou restabelecer a igualdade na marcação de um livre direto, mas a bola sobrevoou a trave. O jogo estava vivo, intenso, com transições rápidas e muita entrega. Pouco depois, aos 21 minutos, Diogo Alves desenhou um passe longo a rasgar a defesa contrária e isolou Martim. O avançado entrou na área e rematou com intenção, mas a bola saiu pela malha lateral, mantendo o resultado inalterado.
O empate surgiu aos 25 minutos. Num lance bem construído pela esquerda, Ruben cruzou com conta, peso e medida, e Ushindi elevou-se mais alto, cabeceando para o 1-1. O golo devolveu ânimo aos flavienses e adensou ainda mais a emoção da partida.
Contudo, o Celoricense não acusou o golpe. Martim continuava a causar desequilíbrios na frente de ataque e, aos 36 minutos, após mais uma investida perigosa, Beto sofreu falta dentro da área. Nova grande penalidade, nova oportunidade. Desta vez foi o próprio Beto a assumir a responsabilidade e, com determinação, fez o 2-1, recolocando a equipa visitante na frente.
Até ao intervalo, ambas as formações ainda procuraram ampliar o marcador, mas os guarda-redes mostraram segurança e concentração, segurando o resultado.
Na segunda parte, o ritmo manteve-se elevado. O Celoricense tentou gerir a vantagem, enquanto o Chaves B assumia maiores riscos na procura do empate. Aos 60 minutos, Diogo Alves voltou a surgir com perigo, mas Thiago protagonizou uma defesa extraordinária, praticamente sobre a linha de golo, evitando males maiores para os flavienses.
O tempo corria e a pressão aumentava. O Chaves B apostava nas bolas paradas e nos cruzamentos para a área, enquanto o Celoricense defendia com organização e espírito de sacrifício. Já nos minutos finais, aos 90 e 90+4, dois cantos consecutivos fizeram prender a respiração aos adeptos. Contudo, a defesa visitante mostrou-se intransponível e o guarda-redes Gonçalo segurou a vantagem com autoridade.
O apito final confirmou o triunfo do Celoricense por 2-1, num encontro intenso, competitivo e emocionante até ao último segundo.
Texto e foto: Zé Carlos