O Benfica tem tido um mês atribulado, com alguns resultados negativos, que deixaram a equipa fora de prova nas duas Taças e com dificuldades na Liga dos Campeões, ao passo que o empate do Sporting em Barcelos deu alento na luta pelo 2º lugar. Os Leões, que sofreram em Arouca para vencerem, após um triunfo épico sobre o PSG, segundo com três pontos de avanço sobre o rival da cidade, mas ainda que o objetivo acesso à Champions, em 2026/27 seja claro para Rui Costa e a restante estrutura do clube, parece claro que está criada o contexto ideal para a oposta em vários jovens do Seixal.
Na realidade, o plantel do Benfica tem deixado dúvidas em várias posições, com vários elementos a serem contestados, não só no estádio, durante os jogos, mas também no centro de treinos, com, a ´visita´ inesperada de cerca de 200 adeptos, destinados a pressionar toda a comitiva das Águas para uma melhoria de resultados e qualidade de jogo. Por isso ou não, certo é que José Mourinho deu um abanão no 11 inicial, frente ao Estrela da Amadora, que acabou em goleada. Daniel Banjaqui campeão do Mundo sub-17 há poucas semanas, foi titular e viria a assistir o companheiro Anísio Cabral, herói de título mundial e ponta de lança de futuro do futebol português. O ´9´entrou no 2º tempo, ele que ainda nem na equipa B calçou e deu resposta no minuto seguinte com uma bela finalização de cabeça.
Numa fase em já foram associados vários avançados ao Benfica, desde Lucca a Ekhador, parece evidente que o melhor a fazer seria olhar para dentro, por forma a avaliar o talento existente e em quem será possível apostar a curto-médio prazo. Tanto Banjaqui como Anísio têm uma grande margem de progressão e um perfil físico que fazia a diferença no futebol atual, mas há mais por onde pesquisar no Seixal. No flanco posto, José Neto pode perfeitamente aparecer, até porque que Obrador já saiu e Dahi, embora seja titular indiscutível com Maurinho, não tem sido suficientemente convincente. No miolo, se existe a intenção de intenção de adquirir um médio, após a Lesão de Richard Rios, por que não dar uma chance a Diogo Prioste, médio com muita utilização na equipa B, ou mesmo Rafael Quinta, capitão de equipa dos campeões do mundo sub-17. Neste capítulo, importa ainda ter olho em Mauro Furtado (defesa canhoto), até porque Otamendi pode a sair no defeso e não existe qualquer central esquerdismo no plantel, enquanto o avançado Tomás Soares é outro produto talentoso. Por fim, para as faixas Rodrigo Rego já foi testado, mas tanto Olívio Tomé como Ivan Lima parecem melhores soluções e, possivelmente, até fariam melhor do que Prestianni e Schjelderup, que não se podem queixar de falta de oportunidade. Por falar em oportunidade, quem está a aproveitar é o reforço, Sidny Lopes Cabral. A sua ambidestria faz a diferença, assim como a batida na bola para e qualidade no cruzamento. Foi um reforço ´low cost´ como tem existido poucos na Luz, mas muito eficiente.
Orlando Fernandes