Os vencedores

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 Glória aos vencedores. O dia 10 de janeiro de 2025ficará para sempre na história do Vitória de Guimarães, como antes ficou o de 19 de outubro de 1988 (data da conquista da Supertaça, frente ao FC Porto) e o de 26 de maio de 2013 (primeira Taça de Portugal, contra o Benfica), Luís Pinto fica com o nome gravado a letras douradas no palmarés do clube, como Geninho de Rui Vitória, antes dele. E daqui a 50 anos ainda se contarão histórias das defesas de Charles e dos golos de Ndoye (e de ontem, mas também os dois contra o Sporting na meia-final).

 A conquista pela primeira vez da Taça da Liga, mesmo num formato menos representativo, apenas com oito equipas, valeria sempre esse lugar na história. Mas a presença na memória coletiva dos vitorianos não se deve apenas ao triunfo na final. Queira-se ou não, quem se venceu, e como se venceu, tem tanta ou mais importância. E não me refiro apenas ao grande rival SC Braga. Para apreciar o feito do Vitória, vale olhar para um percurso feito de alma, de garra, de crença imutável, quando deixar de acreditar era o mais fácil.SC Braga. Para apreciar o feito do Vitória, vale olhar para um percurso feito de alma, de guerra, de crença imutável, quando deixar de acreditar era mais fácil.

 O formato da competição feito para ajudar a uma final four com os quatro principais clubes portugueses – com a devida vénia à incrível massa adepta vitoriana, FC Potro, Sporting, Benfica e muito atrás, SC Braga vão dominando atenções e resultados – obrigou a equipa de Guimarães a começar fora, contra o atual líder do campeonato.Quando jogaram, há mais de um mês (4 de dezembro), o FC Porto ainda não tinha perdido em competições internas. Depois disso, também não o fez. Começou a ganhar logo aos 8´, com golo de Gabriel Veiga. E acabou eliminado (1-3) com uma reviravolta fantástica, sinal do que estaria para vir.

 A história fez-se de troféus, mas a forma como se os vence é que forma os heróis mortais.