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Taça de Portugal: «Bis» de Pavlidis acaba com sonho transmontano

Foi diante de um Chaves competente a espaços, e que conseguiu enervar José Mourinho em alguns períodos do jogo, que um «bis» de Pavlidis acabou por dar o triunfo ao Benfica por 2-0, afastando os Valentes Transmontanos da Taça de Portugal.

Num encontro em que seguramente os flavienses quereriam evitar o golo inaugural dos «encarnados» durante o maior período de tempo possível, o primeiro golo do ponta-de-lança grego acabou por ser, logo aos 8 minutos de jogo, um autêntico «balde de água fria» num início de noite ameno em Trás-os-Montes. Bastou uma falha de comunicação entre o centro da defesa e o do meio-campo, e muita permissividade à mistura, para que Pavlidis desferisse um remate bem colocado, sem hipóteses para o guardião flaviense Gudzulic.

Contudo, quando se pensou que o Benfica poderia partir para um jogo tranquilo, o Chaves reagiu, e criou vários calafrios aos «encarnados», com o guarda-redes Samuel Soares em evidência pelas piores razões, com erros aos 12′ (grande perdida de Bruno Rodrigues após lance de bola parada), 26′ (dificuldade em defender remate de meia distância de Pedro Pinho, afastando a bola a custo para canto) e 27′ (Samuel Soares larga a bola, que sobra para Paulo Victor falhar uma grande oportunidade), que intranquilizaram a equipa do Benfica que, inclusive, sentia dificuldades em travar a progressão ofensiva dos transmontanos, com os médios-centro Pedro Pinho e Ktatau e o ponta-de-lança Milovanovic a serem as referências, pelo meio, de uma equipa cujos laterais Carraça e Kiko Pereira criavam problemas defensivos ao adversário através dos flancos. Lá atrás, as boas exibições do seu «trio» de centrais e do guardião Gudzulic (fez uma formidável «mancha» a Lukebakio aos 19′) mantinham o Chaves com esperança de chegar ao empate no encontro.

A segunda parte até começou com uma excelente jogada de ataque organizado do Chaves, que acabou num cruzamento na esquerda de Kiko Pereira intercetado por António Silva aos 51′, mas a partir daqui o jogo entrou num período mais desinteressante, com os flavienses a terem muitas dificuldades de criação de oportunidades de finalização, e o Benfica a «matar» o jogo na reta final. Aos 76′, Enzo Barrenechea cabeceou para uma excelente intervenção de Gudzulic, mas aos 79′, mais um remate bem colocado em posição frontal de Pavlidis não deu hipótese de defesa ao guarda-redes sérvio, e a bola só parou no fundo das redes.

Até ao apito final, destacar a entrada em campo de Gabi Rodrigues aos 81′, jovem de 20 anos que começou a sua formação futebolística no Juventude de Pedras Salgadas, e que ontem teve a oportunidade de defrontar um dos «grandes» do futebol português, num prémio muito bem concedido por Filipe Martins.

Para a história, fica a vitória do Benfica por 2-0, mas nada apaga a excelente réplica e boa imagem dada pelo Chaves num encontro muito difícil. Agora, que venha o Campeonato e o Académico de Viseu, no próximo dia 25 de outubro, na magnífica cidade viseense.

Estádio Municipal Eng. João Branco Teixeira, em Chaves.

Chaves – Benfica: 0-2.

Arbitro: David Silva (AF Porto).

Chaves: Marko Gudzulic; Ricardo Alves (Tiago Simões, 46); Zach Muscat, Bruno Rodrigues (Mamadou Tounkara, 73); Carraça, Ktatau, Pedro Pinho, Kiko Pereira (Wellington Carvalho, 73); Paulo Victor (Gabi Rodrigues, 81), Uros Milovanovic e Henrique Pereira (David Kusso, 59).

Treinador: Filipe Martins.

Benfica: Samuel Soares; Dedic; António Silva; Tomás Araújo; Samuel Dahl; Aursnes (Ivan Lima, 89); Barrenechea, Lukebakio (Leandro Barreiro, 75); João Rego (Andreas Schjelderup, 46); Sudakov (João Veloso, 89) e Pavlidis (Franjo Ivanovic, 82).

Treinador: José Mourinho.

Ao intervalo: 0-1.

Golos: 0-1 Pavlidis (8); 0-2 Pavlidis (79).

Ação disciplinar: cartão amarelo para João Rego (29); Ricardo Alves (42); Bruno Rodrigues (68) e Barrenechea (71).

Por Gonçalo Novais

Foto: GD Chaves

AFVR: Já são conhecidos os árbitros da 7.ª jornada da Divisão de Honra

O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) revelou, esta sexta-feira, as equipas de arbitragem para todos os jogos da 7.ª jornada da Divisão de Honra.

Nomeações para a 7.ª jornada:

Domingo – 19/10 – 15h00

Régua-Pedras Salgadas
Árbitro: André Santos
Assistentes: Fernando Nunes e Gonçalo Simões

Vila Pouca-Mesão Frio
Árbitro: Alex Cunha
Assistentes: Tiago Mota e José Gonçalves

Mondinense-Cumieira
Árbitro: Sérgio Sousa
Assistentes: Bruno Domingos e Filipe Silva

Vidago-Fontelas
Árbitro: Flávio Melo
Assistentes: Afonso Correia e Mário Monteiro

Vilar Perdizes-Atei
Árbitro: Miguel Carvalho
Assistentes: Gonçalo Alves e Francisco Rodrigues

Sabroso-Montalegre
Árbitro: Dylan Brito
Assistentes: Jorge Silva e Filipe Ferreira

Abambres-Cerva
Árbitro: Sérgio Faceira
Assistentes: Paulo Subtil e Diogo Pereira

Santa Marta-Constantim
Árbitro: Luis Amaral
Assistentes: Cláudio Monteiro e Miguel Ferreira

Taça de Portugal: David Silva é o árbitro do Chaves-Benfica

David Silva (AF Porto) vai dirigir o encontro desta sexta-feira

David Silva vai dirigir o encontro entre Chaves e Benfica, da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, agendado para esta sexta-feira, às 19h30, no Estádio Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira.

O juiz da Associação de Futebol do Porto terá Carlos Campos e Nélson Cunha como árbitros assistentes. Carlos Teixeira (AF Vila Real) assumirá as funções de 4.º árbitro.

Foto: DR

Pedras Salgadas vence Vilar de Perdizes com reviravolta e segue na Taça AFVR

Equipa termal vira o resultado nos minutos finais e garante presença na 2ª eliminatória

O Juventude de Pedras Salgadas garantiu esta quarta-feira a passagem à 2ª eliminatória da Taça AFVR, ao vencer em casa o GD Vilar de Perdizes por 2-1, naquele que foi o único jogo da 1ª eliminatória da competição.

A formação barrosã foi a primeira a marcar, por intermédio de Carneiro, já em cima do intervalo (45’). Na segunda parte, a equipa termal reagiu e chegou à igualdade aos 75 minutos, através de Pedro Silva. Quando tudo apontava para o prolongamento, Rui Magalhães, que tinha entrado aos 88 minutos, marcou aos 90’, consumando a reviravolta e selando a vitória do Pedras Salgadas.

Com este triunfo, o conjunto orientado por Marco Martins segue em frente na Taça AFVR e aguarda agora pelo sorteio da 2ª eliminatória.

Fernando Parente é o novo presidente do Real Douro Vólei

Clube vila-realense elegeu o novo presidente em lista única, consolidando a estrutura diretiva do recente projeto desportivo.

O Real Douro Vólei, recente clube da cidade de Vila Real, elegeu Fernando Parente como novo presidente, numa assembleia em que foi apresentada uma lista única a sufrágio. A eleição decorreu de forma tranquila, marcando um passo importante na consolidação do projeto que pretende afirmar o voleibol no panorama desportivo regional e nacional.

Com esta eleição, o Real Douro Vólei dá mais um passo na sua organização interna e prepara-se para dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento da modalidade, com foco especial na formação e na promoção do voleibol no distrito de Vila Real.

Fernando Parente, agora empossado como novo presidente, sublinhou a importância de unir esforços em torno de um projeto ambicioso e sustentável, destacando que “o objetivo é fazer crescer o clube com base no rigor, na paixão e na dedicação de todos os que acreditam neste projeto”.

A nova direção deverá, nos próximos dias, apresentar o seu plano de atividades e a constituição completa dos órgãos sociais.

Boticas recebeu Caminhada Solidária pelos Cuidados Paliativos

O Município de Boticas recebeu, no passado sábado, dia 11 de outubro, a caminhada solidária pelos Cuidados Paliativos organizada pela Associação UpVida-ATMP (Associação Transmontana de Medicina Paliativa).

A iniciativa, que teve como objetivo assinalar e comemorar o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que se celebra anualmente no dia 11 de outubro, “Caminhar pela vida” começou no centro da vila de Boticas, passando por vários sítios e monumentos emblemáticos da vila botiquense, como o Centro de Artes Nadir Afonso, o Museu Rural de Boticas, o CEDIEC, entre outros.

O evento teve início no Auditório Municipal de Boticas onde decorreu uma breve apresentação sobre a UpVida-ATMP (Associação Transmontana de Medicina Paliativa).

Este dia foi dedicado à consciencialização sobre a importância dos cuidados paliativos, que têm como missão garantir a dignidade e qualidade de vida a quem enfrenta doenças graves ou avançadas.

Foto: DR

BASQUETEBOL: Campeonato do Interior | Sub-18 Femininos

Foz Côa mostra coragem contra o BC Vila Real

Em jogo da 1.ª jornada do Campeonato do Interior de Sub-18 Femininos, disputado a 11 de outubro de 2025, o BC Vila Real venceu o Foz Côa por 106-21, na Nave de Desportos da UTAD, em Vila Real.

Apesar do resultado expressivo, o encontro ficou marcado pela coragem e entrega das jovens jogadoras de Foz Côa, que enfrentaram uma equipa mais experiente e com maior rodagem competitiva.

A formação fozcoense, composta maioritariamente por atletas oriundas do desporto escolar, demonstrou espírito de equipa, empenho e vontade de aprender, lutando por cada posse de bola e mantendo sempre uma atitude positiva dentro de campo — mesmo perante a superioridade das vila-realenses.

Por sua vez, o BC Vila Real confirmou o seu favoritismo, impondo ritmo elevado desde o início e mostrando eficácia tanto ofensiva como defensiva, traduzindo em campo a diferença de experiência e entrosamento.

AFVR: Montalegre continua em estado de graça

Continua na senda vitoriosa a formação barrosã. Só sabe ganhar e ainda não sofreu golos no campeonato.

Vitória justa do Montalegre diante de um Vidago que procura melhor momento de forma.

Todavia entrou melhor na contenda o vice-campeão distrital e detentor da taça distrital. No primeiro quarto de hora, houve pressão forte sobre o Montalegre e à passagem do segundo minuto o Vidago ficou a pedir grande penalidade.

Aos 24´a turma da casa pede vermelho direto ao guardião forasteiro, Dani, por falta à entrada área.

O Montalegre equilibra a partida e superioriza-se até ao intervalo. Na sequência de canto, e depois de muita insistência, Messi abre o marcador perto da linha de golo.

Sentiu a desvantagem a formação do concelho de Chaves.

Aos 32´, Tiago Correia assiste Adulai Djaló, mas o cabeceamento sai ao lado. O mesmo Djaló não perdoaria, a seguir, dando seguimento a uma magnífica assistência de Sadidi. Antes do intervalo, através de livre na direita, o Vidago ainda ameaçou. Ao intervalo 2-0.

Na etapa complementar, o Montalegre voltou a ser melhor. Mas a primeira oportunidade pertence ao Vidago: Gabi, no um contra um, atira alto.

No minuto seguinte, aos 57´, Sadidi cai dentro da área e o conjunto da casa pede grande penalidade.

Depois de canto, Lamine atira ao lado, com a bola a sair muito perto do poste direito da baliza dos Conquistadores.

Mas o inevitável 3-0 chegaria num cabeceamento de Karamoko. O jogo estava decidido.

Djelimory ainda está perto do 4-0.

Nos últimos instantes da contenda, o Vidago aproximou-se por três ocasiões da baliza contrária: primeiro, Borges atira com perigo, a seguir o guarda-redes da casa, Daniel Gomes, faz a defesa da tarde. A fechar o encontro, Juninho testa a atenção do dono da baliza barrosã com remate forte.

CDC Montalegre continua na frente do campeonato, tem poder de fogo na frente e atrás uma defesa de betão, sem sofrer golos em cinco jogos realizados.

O treinador do Montalegre, José Manuel Viage, considerou a vitória justa: “Hoje o Montalegre foi melhor e a vitória é justa. O Vidago entrou melhor nos primeiros minutos, depois o Montalegre foi superior, marcámos um, dois, três, podíamos ter feito o quarto golo…”

Steven Sanches, técnico do Vidago, mostrou-se insatisfeito com o resultado: “Não vou tirar justiça ao resultado, mas acho que por números exagerados em relação àquilo que se passou. Faltou-nos critério com bola, principalmente no último terço.”

Estádio Dr. Diogo Vaz Pereira, em Montalegre.

Montalegre – Vidago: 3-0.

Arbitro: Sérgio Sousa.

Montalegre: Daniel Gomes, Alisson ©, Tiago Correia (Alejandro Esteves 63), Lamine, Mesquita, Paiva (Amadi 83), Sadidi (David Esteves 74), Adulai Djaló (Karamoko 63), Messi (Djelimory 74), Diogo Carvalho e Tomás Castelo.

Treinador: José Mnauel Viage.

Vidago: Dani, Chico © (Joni 79), Borges, Meireles, Fábio Carvalho, Juninho, Gabi, Solas (Jorginho 67), Miguel Teixeira (João Riça 79), Marcelio (Gonçalo 83) e Covas.

Treinador: Steven Sanches.

Ao intervalo: 2-0.

Golos: 1-0 Messi (27); 2-0 Adulai Djaló (39); 3-0 Karamoko (75).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Solas (6), Sadidi (45+2) e Alejandro (88).

Texto: Nuno Carvalho

Foto: CDC Montalegre

A Ética, essência do desporto e da pessoa

Sem ética, o desporto perde o seu propósito e a sua alma. A vitória deixa de ser conquista e passa a ser sobrevivência. A ética não é um acessório moral, é o que confere dignidade ao jogo e ao ser humano que o pratica.

A ética é, e continuará a ser, o alicerce da formação da Pessoa.

Falar de ética é falar de escolhas conscientes. É questionar ações e comportamentos, ponderar intenções e consequências. Não se trata de impor, mas de orientar, de despertar em cada um o sentido de dever que nos aproxima da nossa melhor versão. A ética é discreta: não se vê, não se mede, mas sente-se no gesto justo, na palavra equilibrada, na atitude coerente.

No desporto, é ela que dá sentido ao jogo, à competição e ao esforço. O valor do desporto não está apenas na vitória, mas na forma como ela é alcançada. O desafio ético começa no treino e prolonga-se muito para lá das quatro linhas. Os valores trabalham-se.

Ao longo dos anos de envolvimento com o desporto, percebo que a ética, por mais invocada que seja, continua a ser um terreno frágil. O discurso dos valores convive com a realidade dos interesses, das pressões e dos egoísmos. Há momentos em que apelar à ética parece quase irónico, tal é o contraste com o quotidiano competitivo.

Vivemos tempos em que a busca pelo êxito imediato se sobrepõe à construção do caráter. Doping, manipulação de resultados, violência, assédio, racismo, xenofobia e negócios, que tratam o atleta como mercadoria, são sintomas de uma crise mais profunda: a perda do sentido humano do desporto. Pergunto-me, por vezes, se o desporto de hoje está mais corrompido do que o de outrora, ou apenas mais exposto. Talvez sempre tenha havido abusos, mas agora o erro ganha palco e amplificação. É nesse palco que a ética precisa de reafirmar a sua voz, mesmo quando parece minoritária.

Hoje, o desporto depara-se com novos desafios éticos que vão além das práticas tradicionais: a legitimidade dos eSports enquanto modalidade desportiva, as questões ligadas à identidade de género e a participação de atletas trans. Não chega assumir uma posição simplista de estar “a favor” ou “contra”.

O desporto é, por essência, uma criação humana. Não basta o movimento do corpo – é a consciência e o sentido que o tornam verdadeiramente humano. Tal como na vida, também aqui os valores se aprendem: pelo exemplo, pelo diálogo, pela coerência entre o que se diz e o que se faz. Infelizmente, a banalização do “vale tudo” ameaça transformar o desporto num palco onde o fim justifica todos os meios. Mas valerá tudo para vencer? Quando o “vale tudo” se instala, o desporto perde a alma.

Precisamos de uma ética que devolva dignidade ao desporto e o reconcilie com a sua vocação formativa. Precisamos que o desporto permita ao atleta crescer como pessoa, explorando todas as suas capacidades: físicas, cognitivas e humanas.

A ética no desporto não é um acessório moral; é a substância que lhe dá sentido. É ela que protege o corpo e a saúde, que preserva a dignidade e que garante o respeito entre todos os agentes desportivos. Num tempo em que a sociedade vive ao ritmo da pressa e da aparência, é urgente reafirmar a ética como bússola. Relembrar que nem tudo o que é possível deve ser feito e que a vitória mais importante é a que não compromete a integridade.

A ética reclama debate, reflexão e coragem. Há que divulgá‑la por meio de ações de sensibilização. Porque, no fim, a verdadeira vitória não é a que sobe ao pódio – é a que nos permite olhar o outro, e a nós próprios, com dignidade.

Vítor Santos (Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto)

AFVR: SC Régua impõe-se em dérbi duriense

Mesmo com menos um jogador durante toda a segunda parte, a formação de João Pedro assinou uma exibição convincente, com João Nuno em destaque ao bisar na vitória frente à equipa de Flávio Fonseca.

O SC Régua deslocou-se ao terreno do SC Mesão Frio e venceu por 4-1, em jogo da 5ª jornada da Divisão de Honra da AF Vila Real. Num dérbi duriense disputado sob muito calor e perante uma excelente moldura humana, a equipa de João Pedro respondeu da melhor forma à derrota da ronda anterior, impondo-se com autoridade apesar de ter jogado toda a segunda parte em inferioridade numérica.

Desde o apito inicial, o conjunto reguense mostrou maior intensidade e domínio territorial, controlando o jogo e aproximando-se com perigo da baliza adversária. O primeiro golo surgiu de bola parada: Figo cobrou um livre lateral com precisão e João Nuno, de cabeça, inaugurou o marcador.

A resposta do Mesão Frio foi imediata. Um erro de Edmilson Cambila, ao tentar fintar dentro da pequena área, permitiu a João Mica recuperar a bola e empatar o jogo. No entanto, o SC Régua voltou rapidamente à vantagem num lance caricato: hesitação da defesa local e saída tardia do guarda-redes Diogo Lourenço, aproveitada por João Nuno, que driblou e bisou na partida.

A primeira parte terminou com a expulsão de Andres Mora, por duplo amarelo, deixando o Régua reduzido a dez elementos. Apesar disso, a segunda metade mostrou uma equipa visitante dominadora e eficaz. Gabriel Oliveira ampliou para 3-1 com um remate em arco de belo efeito, após combinação com Diogo Matos, num lance contestado pelos mesão-frienses por alegada falta no início da jogada.

O conjunto reguense manteve a toada ofensiva e criou várias oportunidades para aumentar a vantagem, com destaque para duas ocasiões de João Nuno e um remate perigoso de António Ribeiro. O Mesão Frio ainda ameaçou reduzir por Félix, mas Edmilson Cambila respondeu com uma defesa espetacular.

O 4-1 final surgiu em contra-ataque, com Wiltord a aproveitar o espaço nas costas da defesa para se isolar e finalizar com frieza diante de Diogo Lourenço.

Triunfo inequívoco do SC Régua, que mostrou maior qualidade e maturidade, mesmo em inferioridade numérica. A vitória permite à equipa de João Pedro recuperar confiança e moral, num jogo que dignificou o futebol distrital pela entrega, emoção e presença em massa dos adeptos.

Por Luis Santos

Foto: Eduardo Ribeiro

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