Piloto de Vila Real conquista segunda vitória consecutiva com o Cupra TCR e já pensa na “prova de casa” em Santa Marta
Pedro Alves voltou a mostrar toda a sua competitividade ao volante do Cupra TCR, vencendo de forma destacada a Categoria Turismo na exigente Rampa da Serra da Estrela, uma das mais emblemáticas provas do calendário nacional de Montanha. O piloto de Vila Real foi o mais rápido em todas as subidas de prova, confirmando o excelente momento de forma e somando o segundo triunfo consecutivo na categoria.
“É uma das minhas rampas favoritas, e foi especial conquistar aqui mais uma vitória em Turismos. O fim de semana foi duro, com muito calor e um traçado que exige bastante destes carros de tração dianteira, mas saio muito satisfeito com os tempos que consegui fazer”, afirmou Pedro Alves no final da prova.
O piloto transmontano deixou ainda palavras de agradecimento à estrutura que o acompanha: “Obrigado à BeFast MotorSport por todo o apoio, e a todos os amigos que passaram por lá para dar força.”
O próximo desafio de Pedro Alves será já na Rampa de Santa Marta de Penaguião, prova especial para o piloto, que se disputa “como se fosse em casa”. A ambição mantém-se alta: “Conto convosco para mais um grande fim de semana.”
Aos 17 anos de idade, Tomás Pinto foi à Serra da Estrela assumir-se como mais uma potencial estrela da modalidade
A bem da verdade, refira-se que estamos a falar do vice-campeão nacional em título dos 1300 e, tudo o que fez na época de 2024 e nas provas iniciais de 2025 já auguravam um futuro promissor ao talento da Famaconcret Racing Team.
Mas, o que o jovem de Peso da Régua fez numa das mais desafiantes pistas do campeonato, foi algo muito acima de todos os feitos anteriores.
Assumiu os comandos de um BRC CM 05 Evo preparado pela FR Power e perante um naipe de pilotos de fino recorte, simplesmente assumiu a liderança da tabela de tempos e daí já não saiu até ao fecho da prova, vencendo com autoridade e, no caminho, foi ainda 5º da geral e pulverizou o recorde da pista para protótipos desta divisão!…
E são os ‘jovens lobos’ que atualmente dão cartas entre os Protótipos B. Afonso Santos reclamou para si o 2º lugar, suplantando os problemas que afetaram o seu BRC B49 no dia de arranque da rampa. A Power House colocou o protótipo espanhol em condições para domingo e Afonso Santos chegou com naturalidade ao 2º posto, recolhendo preciosos pontos para a discussão da vitória final nesta divisão do campeonato.
Nuno Guimarães (Silver Car S2) foi o único dos consagrados a aproximar-se do ‘sangue novo’, com o líder da NJ Racing a assegurar o 3º lugar.
A AF Bragança e o Centro Social Paroquial Santos Mártires vão avançar com uma parceria, a iniciativa “Encontro de Futebol Inclusivo”
Proporcionar a prática de futebol a pessoas portadoras de deficiência, física ou cognitiva, é o principal objetivo do evento, que está agendado para o próximo dia 20 de junho, no Campo do IPB, em Bragança.
O encontro vai contar com participantes (utentes e técnicos) de várias instituições, demonstrando que o futebol, pode também ser uma modalidade inclusiva no vasto leque de atividades desportivas adaptadas que já são praticadas no nosso distrito pelos utentes das instituições com resposta social nesta área.
A parceria entre a AF Bragança e o Centro Social Paroquial Santos Mártires poderá, no futuro, ser replicada em outras localidades do distrito, através de mais encontros e simultaneamente afirmar o projeto perante a Federação Portuguesa de Futebol como um exemplo de boas práticas desportivas inclusivas.
Está também prevista a celebração de um protocolo de cooperação que visa contribuir para o desenvolvimento de actividades desportivas de âmbito competitivo na vertente do futebol, dirigidas a pessoas com deficiência institucionalizadas no âmbito das seguintes áreas:
a) Intervenção formativa junto de atletas e treinadores de desporto adaptado;
b) Auxílio na organização e implementação distrital de provas desportivas;
c) Participação em projetos Erasmus + ligados ao futebol inclusivo
d) Realização de possíveis parcerias para apoio técnico na realização de trabalhos
Nuno Guimarães Jr. voltou a mostrar a sua superioridade na Rampa Serra da Estrela, dominando por completo mais uma jornada do FPAK Junior Team de Montanha (FJTM). O jovem piloto do Peso da Régua não deu qualquer hipótese à concorrência, liderando todas as fases da prova organizada pelo CAMI Motorsport.
Ao longo das sete subidas do programa, Guimarães Jr. foi sempre o mais rápido, conquistando, nas subidas de prova, os três melhores tempos absolutos do fim de semana. A sua consistência e eficácia em pista impressionam ainda mais por se tratar da sua época de estreia no automobilismo — um início de carreira verdadeiramente promissor.
Com esta quarta vitória consecutiva, o piloto reforça a liderança do troféu promovido pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, assumindo-se como o principal candidato ao título e potencial sucessor de Martim Pereira, vencedor da edição de 2024.
No entanto, é justo destacar o desempenho de André Brás e Carolina Martins, que se bateram com garra para reduzir a diferença para o líder. Ambos enfrentaram problemas mecânicos no sábado, que os impediram de concluir a subida inaugural. Ainda assim, responderam com determinação no domingo, garantindo tempos competitivos nas duas subidas de prova disputadas no derradeiro dia de competição.
André Brás assegurou o segundo lugar pela terceira prova consecutiva, consolidando a sua consistência. Já Carolina Martins completou o pódio, mostrando evolução e resiliência ao longo do fim de semana.
O Ginásio Clube Vila Real (GCVR)l participou no VIII Torneio Internacional de Natação Master do FC Porto, competição realizado no dia 1 de junho na Piscina da Campanhã onde competiram 415 atletas em representação de 48 clubes.
O GCVR esteve representado por quatro atletas: Gisela Pires, Sara Raimundo, Nuno Camposana e Daniel Conceição. Os resultados foram excelentes ao registar quatro pódios que levaram ao 30º lugar por equipas com um total de 45 pontos.
Ao nível dos resultados, a destacar: Nuno Camposana ( Master D) foi 2º classificado nos 50 Mariposa com o tempo de 33.81 e 3º nos 50 Bruços com 38.76, sendo ainda 6º nos 100 Livres (1.08.56); Sara Raimundo foi 3ª nos 100 Livres com 1.28.38, sendo ainda 4ª nos 50 Mariposa (1.00.16) e 5ª nos 50 Bruços (50.43); Gisela Pires (Master F) foi 3ª classificada nos 50 Mariposa com o tempo de 1.02.49 e 11ª nos 100 Livres com 2.00.65; Daniel Conceição (Master B) foi 6º nos 50 Bruços e 100 Livres (41.69 e 1.07.62, respetivamente) e ainda 8º nos 50 Mariposa (34.58).
A participar neste troféu internacional pelo quarto ano consecutivo, a equipa Master do GCVR voltou a apresentar resultados de destaque consolidando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos atletas nesta disciplina.
Lobas fazem história e conquistam a sua primeira Taça Nacional de Sub-16 Feminino para Vila Real
A saga conquistadora teve o seu capítulo derradeiro neste fim de semana. Com uma época desportiva brilhante e imaculada, as Cadetes Femininas (Sub-16) do Basket Club de Vila Real (BCVR) conquistaram a Taça Nacional de Basquetebol. A final foi disputada no Pavilhão de Tortosendo (Covilhã) e para além do BCVR, participaram na final o CD Escola Francisco Franco (Madeira), a AJC Operário Desportivo (Açores) e o Unidos de Tortosendo (Covilhã).
No caminho da conquista, o primeiro capítulo aconteceu no sábado, dia 31 de maio. As Lobas enfrentaram na meia final o CD Francisco Franco, tendo superado as madeirenses por 73-61. Acusando alguma ansiedade em alguns momentos do jogo, própria destes momentos decisivos, as Lobas acabaram por impor a sua qualidade e levaram de vencida a excelente equipa da Madeira, conquistando assim o almejado lugar na final, a disputar com a equipa da casa, o Unidos de Tortosendo, que venceu a outra meia final diante das Açorianas do Operário Desportivo (59-47).
Chegou assim o dia da grande final, o tal dia tão desejado por toda a Alcateia, que há muito tempo guardava o grito de campeões nas gargantas. O Pavilhão do Unidos de Tortosendo foi pequeno para a grande final, com um público entusiasta e com uma grande claque de Vila Real, que dividiu o pavilhão com a equipa da casa. Um ambiente com enorme energia, mas sem qualquer incidente e num clima de grande respeito e camaradagem entre todos, algo cada vez mais raro no desporto nacional.
Num ambiente próprio das grandes finais, onde se joga toda uma época, não podia faltar alguma ansiedade. Contudo, as vilarealenses, mesmo com a contrariedade de não poder contar a 100% com a sua atleta da seleção nacional Rita Teixeira (limitada fisicamente), mostraram ter estudado muito bem a lição e entraram com uma forte postura defensiva em todo o campo, procurando preencher todos os espaços e a criar enormes dificuldades ao Unidos de Tortosendo. Contudo, as Lobas não estiveram bem na concretização e acabaram por não tirar partido dessa postura defensiva. O segundo período não foi tão bem conseguido, com o Unidos de Tortosendo a conseguir melhorar a sua pontuação e o BCVR a revelar a mesma dificuldade em pontuar.
Na segunda parte (terceiro e quarto períodos), finalmente as campeãs apareceram. Mantendo a sua irrepreensível concentração e empenho defensivo, por fim apareceu o acerto na finalização ofensiva, sobretudo do tiro exterior (triplos), contrariando assim a defesa zona preparada pela equipa do Tortosendo. Com o jogo coletivo cada vez mais consistente e passando a controlar melhor os tempos do jogo, as Lobas começaram a dilatar a sua vantagem pontual e a desestabilizar cada vez mais as suas adversárias. A equipa passou assim a estar mais tranquila, comandando todos os momentos do jogo e impondo o seu ritmo e a sua melhor qualidade técnica individual e coletiva. Estava assim conquistado o tão ansiado troféu nacional, o primeiro da história do clube, no ano em que celebra os seus 30 anos. Para além desta conquista coletiva, as atletas Rita Teixeira e Matilde Costa foram escolhidas para integrar o 5 ideal da final.
Para a história fica o resultado da final (BCVR 54-33 Unidos de Tortosendo) e o resultado de todos os períodos (P1: 10-5; P2: 10-11; P3: 19-10; P4: 15-7). E os nomes das heroínas que acabam de escrever os seus nomes na história do Basket Club de Vila Real: Carolina Cardona, Carolina Leite, Ema Conde, Eva Afonso, Luana Barros, Margarida Torgo, Maria Beatriz Morais, Maria Joana Silva, Maria Leonor Gonçalves, Maria Lopes, Maria Luís Ribeiro, Maria Rita Teixeira, Mariana Pinto, Matilde Costa, Matilde Morais e Nicole Loução. Para a história fica também a equipa técnica desta conquista: Mafalda Minhava, Nuno Leite e Lara Lopes.
Bilhetes do jogo entre GD Valpaços e Vidago FC reverteram parcialmente para apoiar tratamentos médicos intensivos de Matilde
A final da Taça da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), disputada ontem, 1 de junho, no Estádio da Portelinha, entre o GD Valpaços e o Vidago FC, ficou marcada não só pela emoção dentro das quatro linhas, mas também por um gesto de solidariedade que uniu toda a comunidade desportiva.
Por cada bilhete vendido, 1 euro reverteu a favor da pequena Matilde, que enfrenta tratamentos médicos intensivos. A iniciativa solidária, promovida pela Fundação AFVR, permitiu angariar um total de 1.100 euros, valor que será agora canalizado para apoiar a família da Matilde neste momento difícil.
A Fundação AFVR agradeceu publicamente aos dois clubes finalistas, GD Valpaços e Vidago FC, pelo imediato apoio à causa, bem como aos parceiros Quinta do Paço, Dom Texto, Real Office, Pedras Sounds e Juventude Pedras Salgadas, que se associaram à missão solidária.
“Bem-haja a todos os que contribuíram para ajudar a Matilde”, referiu a Fundação em nota oficial, reforçando o lema que tem guiado a sua atuação: Somos Todos. Somos Fundação.
Entrega foi feita por Zé Carlos, colaborador do Desportivo Transmontano, com a presença do diretor Luís Roçadas, antes da final da Taça AFVR
Antes do início da final da Taça da AFVR, o futebol distrital viveu um momento de grande simbolismo. Ivan Portilha, goleador do Mondinense FC, recebeu o prémio de Melhor Marcador da Divisão de Honra 2024/25, numa breve mas significativa cerimónia promovida pelo Desportivo Transmontano.
A distinção foi entregue por Zé Carlos, colaborador e fotógrafo do jornal, na presença de Luís Roçadas, diretor do Desportivo Transmontano, que fez questão de marcar presença e valorizar publicamente o mérito individual do jogador. O momento foi aplaudido pelo público presente, elevando ainda mais o ambiente festivo da final.
Ivan Portilha foi uma das figuras em destaque durante a temporada, somando golos importantes ao serviço do Mondinense e demonstrando consistência ao longo de toda a competição. O prémio agora atribuído reconhece não só a sua veia goleadora, mas também o seu contributo para o sucesso desportivo do clube.
Com este gesto simbólico, o Desportivo Transmontano reforça o seu compromisso com a valorização dos protagonistas do futebol regional, numa iniciativa que enriqueceu a celebração da grande final da Taça AFVR.
Diogo Matos marca no prolongamento e garante o troféu frente ao Valpaços (3-2)
O Vidago FC sagrou-se vencedor da Taça da Associação de Futebol de Vila Real ao bater o GD Valpaços por 3-2, após prolongamento, numa final intensa e repleta de emoção. O golo decisivo foi apontado por Diogo Matos já perto do apito final, evitando a decisão por penáltis.
Apesar de o Vidago ter entrado mais dominador, foi o Valpaços quem inaugurou o marcador aos 33 minutos, por intermédio de Beto, na sequência de um rápido contra-ataque finalizado com classe. A resposta da equipa termal foi eficaz: aos 43 minutos, Meireles empatou na sequência de um canto e, já em tempo de compensação, Igor Sevivas consumou a reviravolta com um cabeceamento certeiro.
Na segunda parte, o Vidago teve nos pés de Igor Sevivas a hipótese de ampliar a vantagem, mas o avançado desperdiçou uma grande penalidade ao rematar por cima da baliza de Luca. O Valpaços aproveitou e, aos 65 minutos, Djaló restabeleceu a igualdade, relançando a decisão do troféu.
Com o empate a persistir, o jogo seguiu para prolongamento, onde ambas as equipas procuraram o golo da vitória. Este acabou por surgir já nos instantes finais, quando Diogo Matos aproveitou uma segunda bola, após lance de bola parada, para fixar o resultado em 3-2.
O Valpaços voltou a cair na final da Taça AFVR — a segunda consecutiva — mas foi um digno vencido, lutando até ao último minuto pela conquista do título.
Antes do início do encontro, Ivan Portilha, jogador do Mondinense, foi distinguido como melhor marcador da Divisão de Honra da AFVR, recebendo o troféu instituído pelo Desportivo Transmontano.
A época desportiva 2024-2025 está a acabar e não há muitos motivos para festejar. Os casos de violência no desporto persistem e são, cada vez mais, o espelho da sociedade em que nos tornámos. É grave, e devíamos preocupar-nos. Vários casos como os que se têm repetido deveriam obrigar quem de direito a refletir seriamente e a agir com firmeza. Mas continuamos a fingir que não é connosco.
Não é um exclusivo português, é verdade. Mas é em Portugal que vivemos e é aqui que devemos intervir. Já o escrevi antes: nada, absolutamente nada, justifica a violência – e só nos indignamos quando ela nos toca diretamente. A sucessão de episódios é clara. O ambiente tóxico em muitos espaços desportivos tornou-se banal. No desporto de formação, onde o ego já ocupa demasiado espaço, há situações que exigem a presença das autoridades para proteger crianças e jovens. É isto que está em causa.
Há ainda demasiados profissionais que repetem comportamentos inaceitáveis – e que continuam impunes. Cabe aos clubes e às entidades reguladoras penalizar quem insiste em manchar o jogo com atitudes vergonhosas. A isto juntam-se adeptos que invadem os campos, confrontam árbitros ou atletas e, por vezes, cometem verdadeiros crimes, aos olhos da lei e da ética desportiva. Ainda assim, estas atitudes são frequentemente romantizadas, como se fossem sinal de paixão pelo clube. Não são. São atos de descontrolo, de incitamento ao ódio, de falta de civismo e, pior ainda, de um exemplo tóxico que se tolera e, em certos casos, até se aplaude.
É inadmissível ver atletas a pisarem adversários, a encostarem a cabeça aos árbitros, a simularem faltas ou a provocarem sistematicamente. Todos podemos ter um mau momento. Mas quando o comportamento se repete, deixa de ser um acaso – passa a ser um padrão. E isso não se pode aceitar.
As redes sociais, longe de serem um espaço de reflexão ou debate, tornaram-se amplificadores da violência e do ruído. Dão palco a quem não gosta verdadeiramente de futebol – e até a quem não percebe nada de desporto. Promovem o extremismo, o insulto, a intolerância. O que se publica nas redes ou se discute em programas de entretenimento com o futebol como pano de fundo não tem credibilidade. E muitos dos protagonistas desses espaços nem sequer aparecem quando o erro os favorece. O erro faz parte do jogo. Sempre fez e sempre fará. Por muito que custe aceitar determinados lances ou decisões, não é com escândalo nem com histeria que se melhora o desporto. É com trabalho. É com cultura desportiva. É com ética – ou seja, com respeito pelo jogo e pelos seus valores.
De pouco serve indignarmo-nos quando perdemos e celebrarmos sem pudor quando ganhamos sem mérito. O desporto merece mais do que esta hipocrisia coletiva.
Vitor Santos (Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto)