Nuno Guimarães Jr. voltou a mostrar a sua superioridade na Rampa Serra da Estrela, dominando por completo mais uma jornada do FPAK Junior Team de Montanha (FJTM). O jovem piloto do Peso da Régua não deu qualquer hipótese à concorrência, liderando todas as fases da prova organizada pelo CAMI Motorsport.
Ao longo das sete subidas do programa, Guimarães Jr. foi sempre o mais rápido, conquistando, nas subidas de prova, os três melhores tempos absolutos do fim de semana. A sua consistência e eficácia em pista impressionam ainda mais por se tratar da sua época de estreia no automobilismo — um início de carreira verdadeiramente promissor.
Com esta quarta vitória consecutiva, o piloto reforça a liderança do troféu promovido pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, assumindo-se como o principal candidato ao título e potencial sucessor de Martim Pereira, vencedor da edição de 2024.
No entanto, é justo destacar o desempenho de André Brás e Carolina Martins, que se bateram com garra para reduzir a diferença para o líder. Ambos enfrentaram problemas mecânicos no sábado, que os impediram de concluir a subida inaugural. Ainda assim, responderam com determinação no domingo, garantindo tempos competitivos nas duas subidas de prova disputadas no derradeiro dia de competição.
André Brás assegurou o segundo lugar pela terceira prova consecutiva, consolidando a sua consistência. Já Carolina Martins completou o pódio, mostrando evolução e resiliência ao longo do fim de semana.
O Ginásio Clube Vila Real (GCVR)l participou no VIII Torneio Internacional de Natação Master do FC Porto, competição realizado no dia 1 de junho na Piscina da Campanhã onde competiram 415 atletas em representação de 48 clubes.
O GCVR esteve representado por quatro atletas: Gisela Pires, Sara Raimundo, Nuno Camposana e Daniel Conceição. Os resultados foram excelentes ao registar quatro pódios que levaram ao 30º lugar por equipas com um total de 45 pontos.
Ao nível dos resultados, a destacar: Nuno Camposana ( Master D) foi 2º classificado nos 50 Mariposa com o tempo de 33.81 e 3º nos 50 Bruços com 38.76, sendo ainda 6º nos 100 Livres (1.08.56); Sara Raimundo foi 3ª nos 100 Livres com 1.28.38, sendo ainda 4ª nos 50 Mariposa (1.00.16) e 5ª nos 50 Bruços (50.43); Gisela Pires (Master F) foi 3ª classificada nos 50 Mariposa com o tempo de 1.02.49 e 11ª nos 100 Livres com 2.00.65; Daniel Conceição (Master B) foi 6º nos 50 Bruços e 100 Livres (41.69 e 1.07.62, respetivamente) e ainda 8º nos 50 Mariposa (34.58).
A participar neste troféu internacional pelo quarto ano consecutivo, a equipa Master do GCVR voltou a apresentar resultados de destaque consolidando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos atletas nesta disciplina.
Lobas fazem história e conquistam a sua primeira Taça Nacional de Sub-16 Feminino para Vila Real
A saga conquistadora teve o seu capítulo derradeiro neste fim de semana. Com uma época desportiva brilhante e imaculada, as Cadetes Femininas (Sub-16) do Basket Club de Vila Real (BCVR) conquistaram a Taça Nacional de Basquetebol. A final foi disputada no Pavilhão de Tortosendo (Covilhã) e para além do BCVR, participaram na final o CD Escola Francisco Franco (Madeira), a AJC Operário Desportivo (Açores) e o Unidos de Tortosendo (Covilhã).
No caminho da conquista, o primeiro capítulo aconteceu no sábado, dia 31 de maio. As Lobas enfrentaram na meia final o CD Francisco Franco, tendo superado as madeirenses por 73-61. Acusando alguma ansiedade em alguns momentos do jogo, própria destes momentos decisivos, as Lobas acabaram por impor a sua qualidade e levaram de vencida a excelente equipa da Madeira, conquistando assim o almejado lugar na final, a disputar com a equipa da casa, o Unidos de Tortosendo, que venceu a outra meia final diante das Açorianas do Operário Desportivo (59-47).
Chegou assim o dia da grande final, o tal dia tão desejado por toda a Alcateia, que há muito tempo guardava o grito de campeões nas gargantas. O Pavilhão do Unidos de Tortosendo foi pequeno para a grande final, com um público entusiasta e com uma grande claque de Vila Real, que dividiu o pavilhão com a equipa da casa. Um ambiente com enorme energia, mas sem qualquer incidente e num clima de grande respeito e camaradagem entre todos, algo cada vez mais raro no desporto nacional.
Num ambiente próprio das grandes finais, onde se joga toda uma época, não podia faltar alguma ansiedade. Contudo, as vilarealenses, mesmo com a contrariedade de não poder contar a 100% com a sua atleta da seleção nacional Rita Teixeira (limitada fisicamente), mostraram ter estudado muito bem a lição e entraram com uma forte postura defensiva em todo o campo, procurando preencher todos os espaços e a criar enormes dificuldades ao Unidos de Tortosendo. Contudo, as Lobas não estiveram bem na concretização e acabaram por não tirar partido dessa postura defensiva. O segundo período não foi tão bem conseguido, com o Unidos de Tortosendo a conseguir melhorar a sua pontuação e o BCVR a revelar a mesma dificuldade em pontuar.
Na segunda parte (terceiro e quarto períodos), finalmente as campeãs apareceram. Mantendo a sua irrepreensível concentração e empenho defensivo, por fim apareceu o acerto na finalização ofensiva, sobretudo do tiro exterior (triplos), contrariando assim a defesa zona preparada pela equipa do Tortosendo. Com o jogo coletivo cada vez mais consistente e passando a controlar melhor os tempos do jogo, as Lobas começaram a dilatar a sua vantagem pontual e a desestabilizar cada vez mais as suas adversárias. A equipa passou assim a estar mais tranquila, comandando todos os momentos do jogo e impondo o seu ritmo e a sua melhor qualidade técnica individual e coletiva. Estava assim conquistado o tão ansiado troféu nacional, o primeiro da história do clube, no ano em que celebra os seus 30 anos. Para além desta conquista coletiva, as atletas Rita Teixeira e Matilde Costa foram escolhidas para integrar o 5 ideal da final.
Para a história fica o resultado da final (BCVR 54-33 Unidos de Tortosendo) e o resultado de todos os períodos (P1: 10-5; P2: 10-11; P3: 19-10; P4: 15-7). E os nomes das heroínas que acabam de escrever os seus nomes na história do Basket Club de Vila Real: Carolina Cardona, Carolina Leite, Ema Conde, Eva Afonso, Luana Barros, Margarida Torgo, Maria Beatriz Morais, Maria Joana Silva, Maria Leonor Gonçalves, Maria Lopes, Maria Luís Ribeiro, Maria Rita Teixeira, Mariana Pinto, Matilde Costa, Matilde Morais e Nicole Loução. Para a história fica também a equipa técnica desta conquista: Mafalda Minhava, Nuno Leite e Lara Lopes.
Bilhetes do jogo entre GD Valpaços e Vidago FC reverteram parcialmente para apoiar tratamentos médicos intensivos de Matilde
A final da Taça da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), disputada ontem, 1 de junho, no Estádio da Portelinha, entre o GD Valpaços e o Vidago FC, ficou marcada não só pela emoção dentro das quatro linhas, mas também por um gesto de solidariedade que uniu toda a comunidade desportiva.
Por cada bilhete vendido, 1 euro reverteu a favor da pequena Matilde, que enfrenta tratamentos médicos intensivos. A iniciativa solidária, promovida pela Fundação AFVR, permitiu angariar um total de 1.100 euros, valor que será agora canalizado para apoiar a família da Matilde neste momento difícil.
A Fundação AFVR agradeceu publicamente aos dois clubes finalistas, GD Valpaços e Vidago FC, pelo imediato apoio à causa, bem como aos parceiros Quinta do Paço, Dom Texto, Real Office, Pedras Sounds e Juventude Pedras Salgadas, que se associaram à missão solidária.
“Bem-haja a todos os que contribuíram para ajudar a Matilde”, referiu a Fundação em nota oficial, reforçando o lema que tem guiado a sua atuação: Somos Todos. Somos Fundação.
Entrega foi feita por Zé Carlos, colaborador do Desportivo Transmontano, com a presença do diretor Luís Roçadas, antes da final da Taça AFVR
Antes do início da final da Taça da AFVR, o futebol distrital viveu um momento de grande simbolismo. Ivan Portilha, goleador do Mondinense FC, recebeu o prémio de Melhor Marcador da Divisão de Honra 2024/25, numa breve mas significativa cerimónia promovida pelo Desportivo Transmontano.
A distinção foi entregue por Zé Carlos, colaborador e fotógrafo do jornal, na presença de Luís Roçadas, diretor do Desportivo Transmontano, que fez questão de marcar presença e valorizar publicamente o mérito individual do jogador. O momento foi aplaudido pelo público presente, elevando ainda mais o ambiente festivo da final.
Ivan Portilha foi uma das figuras em destaque durante a temporada, somando golos importantes ao serviço do Mondinense e demonstrando consistência ao longo de toda a competição. O prémio agora atribuído reconhece não só a sua veia goleadora, mas também o seu contributo para o sucesso desportivo do clube.
Com este gesto simbólico, o Desportivo Transmontano reforça o seu compromisso com a valorização dos protagonistas do futebol regional, numa iniciativa que enriqueceu a celebração da grande final da Taça AFVR.
Diogo Matos marca no prolongamento e garante o troféu frente ao Valpaços (3-2)
O Vidago FC sagrou-se vencedor da Taça da Associação de Futebol de Vila Real ao bater o GD Valpaços por 3-2, após prolongamento, numa final intensa e repleta de emoção. O golo decisivo foi apontado por Diogo Matos já perto do apito final, evitando a decisão por penáltis.
Apesar de o Vidago ter entrado mais dominador, foi o Valpaços quem inaugurou o marcador aos 33 minutos, por intermédio de Beto, na sequência de um rápido contra-ataque finalizado com classe. A resposta da equipa termal foi eficaz: aos 43 minutos, Meireles empatou na sequência de um canto e, já em tempo de compensação, Igor Sevivas consumou a reviravolta com um cabeceamento certeiro.
Na segunda parte, o Vidago teve nos pés de Igor Sevivas a hipótese de ampliar a vantagem, mas o avançado desperdiçou uma grande penalidade ao rematar por cima da baliza de Luca. O Valpaços aproveitou e, aos 65 minutos, Djaló restabeleceu a igualdade, relançando a decisão do troféu.
Com o empate a persistir, o jogo seguiu para prolongamento, onde ambas as equipas procuraram o golo da vitória. Este acabou por surgir já nos instantes finais, quando Diogo Matos aproveitou uma segunda bola, após lance de bola parada, para fixar o resultado em 3-2.
O Valpaços voltou a cair na final da Taça AFVR — a segunda consecutiva — mas foi um digno vencido, lutando até ao último minuto pela conquista do título.
Antes do início do encontro, Ivan Portilha, jogador do Mondinense, foi distinguido como melhor marcador da Divisão de Honra da AFVR, recebendo o troféu instituído pelo Desportivo Transmontano.
A época desportiva 2024-2025 está a acabar e não há muitos motivos para festejar. Os casos de violência no desporto persistem e são, cada vez mais, o espelho da sociedade em que nos tornámos. É grave, e devíamos preocupar-nos. Vários casos como os que se têm repetido deveriam obrigar quem de direito a refletir seriamente e a agir com firmeza. Mas continuamos a fingir que não é connosco.
Não é um exclusivo português, é verdade. Mas é em Portugal que vivemos e é aqui que devemos intervir. Já o escrevi antes: nada, absolutamente nada, justifica a violência – e só nos indignamos quando ela nos toca diretamente. A sucessão de episódios é clara. O ambiente tóxico em muitos espaços desportivos tornou-se banal. No desporto de formação, onde o ego já ocupa demasiado espaço, há situações que exigem a presença das autoridades para proteger crianças e jovens. É isto que está em causa.
Há ainda demasiados profissionais que repetem comportamentos inaceitáveis – e que continuam impunes. Cabe aos clubes e às entidades reguladoras penalizar quem insiste em manchar o jogo com atitudes vergonhosas. A isto juntam-se adeptos que invadem os campos, confrontam árbitros ou atletas e, por vezes, cometem verdadeiros crimes, aos olhos da lei e da ética desportiva. Ainda assim, estas atitudes são frequentemente romantizadas, como se fossem sinal de paixão pelo clube. Não são. São atos de descontrolo, de incitamento ao ódio, de falta de civismo e, pior ainda, de um exemplo tóxico que se tolera e, em certos casos, até se aplaude.
É inadmissível ver atletas a pisarem adversários, a encostarem a cabeça aos árbitros, a simularem faltas ou a provocarem sistematicamente. Todos podemos ter um mau momento. Mas quando o comportamento se repete, deixa de ser um acaso – passa a ser um padrão. E isso não se pode aceitar.
As redes sociais, longe de serem um espaço de reflexão ou debate, tornaram-se amplificadores da violência e do ruído. Dão palco a quem não gosta verdadeiramente de futebol – e até a quem não percebe nada de desporto. Promovem o extremismo, o insulto, a intolerância. O que se publica nas redes ou se discute em programas de entretenimento com o futebol como pano de fundo não tem credibilidade. E muitos dos protagonistas desses espaços nem sequer aparecem quando o erro os favorece. O erro faz parte do jogo. Sempre fez e sempre fará. Por muito que custe aceitar determinados lances ou decisões, não é com escândalo nem com histeria que se melhora o desporto. É com trabalho. É com cultura desportiva. É com ética – ou seja, com respeito pelo jogo e pelos seus valores.
De pouco serve indignarmo-nos quando perdemos e celebrarmos sem pudor quando ganhamos sem mérito. O desporto merece mais do que esta hipocrisia coletiva.
Vitor Santos (Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto)
Técnico será apresentado a 10 de junho, dia em que o clube celebra o 99.º aniversário
João Manuel Pinto é o novo treinador do SC Mirandela, apurou o Desportivo Transmontano. A apresentação oficial do técnico está marcada para o próximo dia 10 de junho, data simbólica em que o clube assinala 99 anos de história.
O SC Mirandela prepara assim o regresso ao Campeonato de Portugal, após ter conquistado a Divisão de Honra da AF Bragança na época 2024/2025, garantindo a subida com mérito.
João Manuel Pinto traz consigo um currículo de experiência no futebol nacional, tendo orientado o SC Vila Real na temporada 2019/2020 e, mais recentemente, passado pelo Machico, Atlético de Reguengos e SC Cartaxo. O seu regresso a Trás-os-Montes representa uma aposta do SC Mirandela na continuidade de um projeto ambicioso, agora ao nível nacional.
A escolha do novo treinador reflete a vontade do clube em consolidar a subida de divisão com uma liderança experiente e conhecedora do contexto competitivo, apostando numa época de estabilidade e afirmação no Campeonato de Portugal.
Guarda-redes transmontano, natural de Ribeira de Pena e jogador do SC Braga, integrou a seleção nacional que conquistou o título europeu na Albânia
A seleção portuguesa de futebol sub-17 sagrou-se campeã da Europa ao derrotar a França por 3-0 na final do Campeonato da Europa, realizada em Tirana, na Albânia. Entre os heróis desta conquista histórica está Romário Cunha, jovem guarda-redes natural de Ribeira de Pena, que representa atualmente os escalões de formação do SC Braga.
Com apenas 17 anos, Romário tem vindo a destacar-se como uma das promessas da baliza nacional, somando exibições seguras e demonstrando grande maturidade ao longo da prova. A sua presença no grupo que levou Portugal ao terceiro título europeu no escalão sub-17 — depois das vitórias em 2003 e 2016 — é motivo de enorme orgulho para a região transmontana.
Durante o torneio, Romário foi uma das opções do selecionador Bino Maçães para a baliza e contribuiu para a solidez defensiva da equipa nacional, que se apresentou com grande qualidade e coesão ao longo da competição. A final frente à França confirmou a superioridade da equipa das quinas, que dominou o jogo e garantiu um triunfo claro por 3-0.
Este feito europeu reforça o nome de Romário Cunha como um talento a seguir de perto nos próximos anos. O jovem guarda-redes transmontano já é apontado como um dos jogadores com maior potencial da sua geração no SC Braga e no futebol português.
Trás-os-Montes volta a estar representado ao mais alto nível no futebol jovem europeu, mostrando mais uma vez a qualidade dos atletas que saem da região. Para Romário Cunha, este título poderá ser o primeiro de muitos numa carreira que promete continuar a crescer.
Avançado natural do Peso da Régua sagrou-se campeão da Liga 3 e foi distinguido entre os melhores da temporada
Miguel Pereira, avançado de 26 anos natural do Peso da Régua, foi eleito para o onze ideal da Liga 3, após uma época notável ao serviço do Lusitânia de Lourosa, clube com o qual se sagrou campeão da competição.
O reguense iniciou a sua formação no CCPAD e passou ainda pelo FC Fontelas, SC Braga, Ascoli (Itália) e SC Espinho. Como sénior, representou clubes como Caçadores das Taipas, Felgueiras, Espinho, São João de Ver, UD Oliveirense e, mais recentemente, o Lusitânia de Lourosa, onde se destacou ao mais alto nível esta temporada.
A distinção coroa um percurso de trabalho e evolução constante, confirmando Miguel Pereira como um dos grandes talentos transmontanos a brilhar no futebol nacional.