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AFVR (Divisão de Honra): resultados e marcadores dos jogos antecipados da 4ª jornada

Resultados e marcadores dos jogos antecipados da 4ª jornada da Divisão de Honra da AF Vila Real.

Vila Real – Régua2-1
Marcadores: André Azevedo x2 // Dani Mendes

Sabrosa – Vidago01
Marcadores: Tomás Castelo

SabrosoValpaços1-2
Marcadores: César // Ezequiel, Ivo

Mesão Frio – Lordelo, 3-1
Marcadores: Diogo, Marco, António Manuel // Alberto

AFVR (Divisão de Honra): os árbitros para todos os jogos da quarta jornada

Ronda começa com quatro jogos no sábado e cinco no domingo

Já são conhecidos todos os árbitros para os nove jogos da 4.ª jornada da Divisão de Honra, confirmou esta sexta-feira a Associação de Futebol de Vila Real (AFVR).

No sábado, Ricardo T. Pinto apita o Vila Real-Régua, Luís Silva o Sabrosa-Vidago, Carlos Leite o Sabroso-Valpaços e Nuno Silva o Mesão Frio-Lordelo.

No domingo, o Atei-Mondinense é dirigido por Luis Silva, Pedro Faceira apita a receção do Cerva ao Vila Pouca, Flávio Melo está nomeado para o Murça-Ribeira de Pena, Ricardo T. Pinto vai arbitrar o Fontelas-Abambres e David Barbosa é o árbitro da receção do Constantim ao Santa Marta.

A constituição completa das equipas de arbitragem

Vila Real-Régua (sábado, 15h00)
Árbitro: Ricardo T. Pinto
Assistentes: Mauro Henriques e Gonçalo Leite

Sabrosa-Vidago (sábado, 15h00)
Árbitro: Luís Silva
Assistentes: José Barros e João Balsa

Sabroso-Valpaços (sábado, 15h00)
Árbitro: Carlos Leite
Assistentes: Fernando Nunes e João Pereira

Mesão Frio-Lordelo (sábado, 15h00)
Árbitro: Nuno Silva
Assistentes: Dylan Brito e Jorge Silva

Atei-Mondinense (domingo, 15h00)
Árbitro: Luis Silva
Assistentes: João Balsa e Ivo Fraga

Cerva-Vila Pouca (domingo, 15h00)
Árbitro: Pedro Faceira
Assistentes: Bruno Correia e José Pedro Carvalho

Murça-Ribeira Pena (domingo, 15h00)
Árbitro: Flávio Melo
Assistentes: Fernando Nunes e José Barreto

Fontelas-Abambres (domingo, 15h00)
Árbitro: Ricardo T. Pinto
Assistentes: Gonçalo Leite e Mauro Henriques

Constantim-Santa Marta (domingo, 15h00)
Árbitro: David Barbosa
Assistentes: Jorge Silva e Ruben Fernandes

Luis Roçadas

Presidente da FPF reuniu em Vila Real com vista à criação de Academia Distrital de Futebol

No passado dia 9 de setembro, decorreu na Câmara Municipal de Vila Real uma reunião entre o Município, a Associação de Futebol de Vila Real e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que esteve representada pelo seu presidente, Fernando Gomes, com vista à criação de uma Academia de Futebol neste concelho. Neste momento as três instituições discutem já o memorando de entendimento, que permitirá a criação dessa infraestrutura.

A Academia de Futebol ficará instalada no Monte da Forca, e poderá implicar a construção de novas infraestruturas desportivas, bem como a reabilitação das existentes. Esta academia terá o seu especial enfoque na formação desportiva ao nível do futebol para todo o distrito, mas servirá também para receber estágios das várias seleções nacionais deste desporto.

A FPF, através do seu documento estratégico “Futebol 2030”, tem como objetivo o aumento do número de praticantes. A criação desta academia, em parceria com a Associação Regional de Futebol de Vila Real e a Autarquia, ao abrigo do programa “Uma Associação, Uma Academia”, visa, precisamente, atingir esse objetivo.

Joaquim Teixeira: “terminámos a época de consciência tranquila, vencendo tudo o que podíamos vencer!”

Vitória na Divisão 2 e pódio nos Turismos na 7ª Rampa de Boticas, premiaram mais uma exibição sem erros e sempre em crescendo. Na última subida do ano e em dia de aniversário, o craque transmontano “demoliu” a sua melhor marca na rampa.

O fim-de-semana de encerramento do Campeonato de Portugal de Montanha JC Grupo 2022 transformou-se em mais uma prova onde Joaquim Teixeira voltou a demonstrar porque é que é considerado um dos mais completos pilotos da modalidade.

Extraindo todo o potencial do Cupra TCR da JT59 Racing Team/Bompiso, foi gradualmente rodando cada vez mais rápido e, em momento algum, esteve o seu triunfo na Divisão Turismos 2, reservada aos carros com duas rodas motrizes e motorizações de cilindrada igual ou superior a 2000cc, nem o 2º lugar final nas lides da Categoria Turismo. Coroou a performance com a obtenção do seu tempo mais rápido de sempre em Boticas, aos comandos de um TCR, estabelecendo o “crono” de 2.34.905 na última subida da prova.

Como tal, o “Demolidor de Trás-os-Montes” manteve a invencibilidade na sua divisão e conquistou o sexto pódio da temporada na categoria, sagrando-se uma vez mais, vice-campeão nacional de Turismos.

“Acabámos em Boticas com mais um resultado positivo. No entanto, considero que não atingimos o pleno dos objetivos traçados, mas estamos com a consciência tranquila de que disputámos a época com uma viatura sempre de acordo com a ficha de homologação (FH) e que foi verificada em sete das oito provas, o que, infelizmente, nem todos aceitaram, preferindo não respeitar a sua FH, optando legitimamente, porque o regulamento assim o permite, passar para grupos onde nunca pudessem ser verificados, exceto nos pesos”, destaca Joaquim Teixeira.

O líder e piloto da JT59 Racing Team/Bompiso afirmou ainda que “até posso não ser o melhor piloto, mas, acima de tudo, o que ganho é com armas legais, respeitando as FH. Tenho orgulho de ser o detentor das melhores marcas na grande maioria das provas do campeonato, em viaturas de caixa TCR DSG, e em TCR sequenciais”, realçando ainda que “nunca tive medo nem fugi às verificações. Do meu ponto de vista só foge das verificações quem tem a certeza de que a sua viatura não tem nada de original, de acordo com a FH, e se calhar podia-se desmitificar os CV que cada uma das viaturas realmente tem. Ficaríamos espantados com aumentos de 170 cavalos em algumas delas, entre a primeira e a última prova!”.

Fechadas as contas de 2022, Joaquim Teixeira deixa uma promessa:

“Voltaremos em 2023, mas com as mesmas armas dos outros e aí sim, veremos afinal onde estava a diferença, se na condução ou nas potências das viaturas, embora para mim uma boa luta em pista é entre viaturas com performances idênticas. onde o piloto pode fazer a diferença e não onde quem investe mais para ter a melhor viatura é o melhor!”.

Nuno Guimarães: “2022 foi uma época de sonho, para mim e para a equipa!”

Com a realização da 7ª Rampa de Boticas, caiu o pano sobre o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Ao longo da época, o “Capitão da Montanha” almejou construir o melhor capítulo até ao momento da sua já longa e rica carreira desportiva. Foi invencível nos Protótipos B e conquistou o seu primeiro pódio na geral absoluta do campeonato.

Mas, antes de dissecarmos o ano de 2022 de Nuno Guimarães, concentremo-nos um pouco na derradeira tirada da época.

A desafiante e longa pista transmontana viu o piloto da NJ Racing ser igual a si próprio. Cada vez mais motivado e numa forma física e mental impressionantes, o “Capitão” puxou pelo potencia do seu SilverCar S2 até aos limites, rodando sempre entre os mais rápidos e cedo dando a perceber que, nada receoso dos 5 protótipos A inscritos, iria lutar pelo Top 5 da geral até ao fim, desiderato que alcançou de forma notável.

Por outro lado, em Boticas, mercê da presença do piloto espanhol Martin Villar, enfrentou oposição acérrima pelo triunfo nos Protótipos B, com os dois a terminarem separados por apenas 8 décimos de segundo, mas sem que a invencibilidade do “Capitão da Montanha” fosse quebrada.

“Que forma perfeita de terminar a época!”, afirmou no final, referindo-se “à luta que o Martin me deu e que forçou a dar o máximo. Foi fantástico, pois não há nada mehor em competição do que ter oposição mesmo muito forte. Isso motiva-me ainda mais e saio feliz de Boticas com o resultado e a minha exibição”.

Mas, a fatia maior da felicidade sentida por Nuno Guimarães tinha raiz “no orgulho que sinto pela época que fiz, coroada pelo título nos Protótipos B e com o 3º lugar na geral do campeonato. É incrível, é acima das expectativas e a felicidade ainda é maior por ter mantido esses resultados na NJ Racing, sucedendo ao Toni (n.r.: António Rodrigues), que nos tinha dado este título e este pódio na geral em 2020 e 2021”.

Nuno Guimarães enfatiza muito o atual momento da NJ Racing: “estes anos têm sido fantásticos para a equipa e, no fundo, estão a premiar todo o trabalho que temos feito para que a estrutura cresça e se consolide. Em 2022 chegámos ainda à nossa primeira vitória absoluta numa rampa do Campeonato, com o Toni a brilhar no Caramulo e, para além da magnífica evolução que ele ostentou nesta sua sempre difícil passagem para os protótipos A, temos ainda de destacar a excelente época da Rute (n.r.: Rute Brás) que está a melhorar continuamente de forma tremenda, mostrando-se cada vez mais rápida”.

Agora, Nuno Guimarães promete que “tudo faremos para que 2023 seja ainda melhor. Para além de mim, do Toni e da Rute, teremos de volta um dos nossos outros pilotos, que se irá estrear nos protótipos. A NJ Racing vai dar tudo para continuar a brilhar na Montanha!”.

António Rodrigues: “a época foi dura, exigiu sacrifício, mas acabou por ser muito positiva!”

O 4º lugar absoluto obtido na 7ª Rampa de Boticas soube a pouco à “Bala do Douro”, mas não deixou de ser um resultado positivo para António Rodrigues, nesta despedida da época 2022. Um problema técnico, que o impediu de concluir a última subida de prova, colocou-o fora a luta pelo pódio na fase decisiva da prova.

Quinze dias após ter alcançado a primeira vitória absoluta da sua curta carreira, António Rodrigues voltou a demonstrar que está num crescendo de forma aos comandos do SilverCar EF10, tendo ficado claramente de vez para trás as “nuvens negras” do início da temporada.

Em Boticas, cedo se percebeu que iria rodar na luta pelo pódio absoluto, isto num evento que atraiu a presença de 5 protótipos da Divisão A, a que se juntaram mais quatro da Divisão B, elevando ainda mais o já habitualmente alto nível competitivo na luta pela supremacia das provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

António Rodrigues colocou-se entre os três mais rápidos desde a subida inaugural de treinos e foi mantendo esse estatuto até quase ao fecho dos dois dias de competição, estando sempre a parcas diferenças de tempo da liderança, permitindo antever que a “Bala do Douro” tinha tudo para colocar o SilverCar EF10 da NJ Racing/Lusimed num dos três lugares do pódio da geral da prova organizada pelo Demoporto.

Chegados à 3ª e última Subida de Prova, António Rodrigues partir no 3º lugar e arrancou forte, determinado a defender a posição. Só que, pouco depois da partida, quando ainda rodava na primeira aparte dos 5,1 quilómetros do traçado internacional de Boticas, a transmissão do protótipo catalão cedeu e o craque de Santa Marta de Penaguião viu-se impedido de lutar pelo pódio,  caindo para o quarto lugar.

“O nosso resultado em Boticas soube a pouco e estou convicto que se não tivesse acontecido o percalço técnico na última subida, tinha garantido mais um pódio, tornando ainda mais positiva esta fantástica segunda parte da época”, afirmou já na zona de assistência, realçando que “temos de estar felizes. Depois do arranque atribulado que tivemos em Murça e na Penha, da ausência forçada na Arrábida, fomos quartos na Falperra, subimos ao pódio na Serra da Estrela e em Santa Marta e vencemos no caramulo, terminando agora com novo quarto posto. a época foi dura, exigiu sacrifício, mas acabou por ser muito positiva!”.

O rapidíssimo piloto duriense considera que “provamos que temos andamento para lutar taco-a-taco pelos lugares do topo e ainda temos muito para evoluir. Que venha rápido 2023!”, onde será claramente um dos candidatos ao título nacional absoluto.

Quanto a Boticas, António Rodrigues dá especial ênfase ao “fim-de-semana que passamos em beleza, coroado com o aniversário da grande mentora deste projeto: a minha mulher Sandra, essa grande Guerreira que tudo faz por mim, pela Beatriz e pela Carolina, sendo o pilar da nossa Família e ainda de toda esta aventura desportiva. Depois, é sempre único estar no seio da NJ Racing, contar com a FRPOWER e com os nossos patrocinadores e amigos, bem como com toda a “Família da Montanha!”.

Crise no FC Porto e Sporting

O conceito de crise desportiva é muito relativo, sobretudo quando os clubes participam em várias provas e obtêm resultados diferentes em cada uma delas, mas parece claro que o ambiente em redor de Sporting e FC Porto é tudo menos favorável nesta altura.

Começando pelos leões a derrota no Bessa recuperou fantasmas do passado e tornou a situação no campeonato ainda mais complicada. A turma de Rúben Amorim está agora a 11 pontos do Benfica e nem o duplo triunfo na Liga dos Campeões, frente a Eintracht Frankfurt e Tottenham, ajuda a amenizar a pobre campanha interna. O Sporting já sofreu 10 golos na Liga, está cada vez maia longe da liderança e também do 2º lugar, que dá acesso direto à Champions na próxima época, pelo que a margem de erro é cada vez mais reduzida e a pressão maior.

Já o Boavista continua surpreender e Petit, que nunca tinha derrotado os verde e brancos, está a realizar mais um bom trabalho, apesar das saídas de Petar Musa, Gustavo Sauer, Nathan, Porozo ou Hamache.

Numa partida dividida, mas maioritariamente dominada pelos verdes e brancos, o bis de Bruno Lourenço fez levantar as bancadas do Estádio do Bessa, perante um Sporting cada vez mais ansioso e errático no campeonato. Ricardo Esgaio voltou a ficar ligado ao desaire, mas elementos como Francisco Trincão, Pedro Porro, Pedro Gonçalves, Coates ou Gonçalo Inácio também estiveram mais longe do rendimento habitual.

Em relação ao FC Porto, depois da humilhação, em casa, frente ao Club Brugge para a Liga dos Campeões, empatou a ferros, no Estoril. A formação da Linha até se adiantou no marcador, por intermédio de Tiago Gouveia, extremo cedido pelo Benfica, mas um penalty perto do fim permitiu a Taremi levar um ponto desta ronda.

Ainda assim, se o Sporting está 11 pontos do Benfica, os dragões ficaram a 5, sendo que exibicionalmente até estão uma fase pior. Sem Otávio e perante as saídas de Fábio Vieira e Vitinha, é notória a quebra da equipa a nível de criatividade e prodição ofensiva, até porque Evanilson ou Pepê estão longe do nível esperado e a dupla André Franco e Gabriel Veron, que pouco tem contado, chegou muito recentemente à Invita.

Seguro segue o Benfica, que só sabe vencer e tem já uma vantagem muito confortável sobre os rivais. As águias não sentiram dificuldades para vencer em casa o Marítimo, sendo que a nível europeu também têm dado conta do recado, com dois triunfos nas duas rondas inaugurais da prova milionária.

E atrás da equipa de Roger Schmidt contínua em porto seguro o SC Braga, que manteve a segunda posição, a dois pontos dos encarnados.

Orlando Fernandes

Campeonato Regional Absoluto de Ténis da Associação Regional de Ténis de Vila
Real

“Para cá do Marão jogam os que cá estão!…”

Nos dias 1, 2 e 5 de Outubro irá decorrer no Clube de Ténis de Vila Real (CTVR) o Campeonato Regional Absoluto de Ténis da ARTVR, a segunda edição onde o CTVR será o clube organizador da prova, o Campeonato Regional Absoluto do ano passado, o primeiro no âmbito do projecto designado Ténis Norte-Portugal, foi uma cooperação mútua com a ATPorto para o fomento e desenvolvimento da modalidade em toda a região Norte de Portugal, teve um record de inscritos, este ano a ATPorto juntamente com a ARTVR darão continuidade a uma das provas de maior importância no panorama tenístico de Trás-os-Montes.

O Torneio contará com jogadores de todos os clubes transmontanos, jogadores em escalões juvenis a veteranos, haverá quadros competitivos em femininos, masculinos e pares mistos, todos se podem inscrever desde que tenham a licença federativa ativa, haverá um prémio especial de 1000€ a distribuir pelos participantes.

Estamos certos que esta grande festa do Ténis se repetirá este ano.

Jogo solidário entre Desportivo de Chaves e Trofense com mais de mil adeptos

Os ‘valentes transmontanos’ receberam o Trofense, 12.º classificado da II Liga, em Chaves, no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em encontro solidário para apoiar a Mayara que nasceu com Síndrome Dravet, uma doença rara, cujos tratamentos têm custos muito elevados. O encontro foi equilibrado e acabou empatado a zero.

“Uma vez mais, o Desportivo de Chaves não descurou a sua responsabilidade social e participou ativamente na campanha de solidariedade a favor da menina Mayara. Agradecemos ao CD Trofense por se ter associado a este evento, contribuindo com um donativo e com a oferta de uma bola e uma camisola autografadas. A Associação de Futebol de Vila Real também não ficou indiferente a esta causa e ofereceu os préstimos da equipa de arbitragem do encontro. O Alexsandro, nosso antigo jogador, tem um coração gigante! Veio propositadamente de França para participar nesta ação de solidariedade, oferecendo uma camisola oficial do Lille para um sorteio a realizar a favor da Mayara. O grupo de trabalho e respetivos funcionários, a estrutura diretiva e a família do Sr Francisco Carvalho também deram um grande contributo para proporcionar uma vida melhor a esta criança. Por último, um agradecimento aos que vieram ao estádio e a todos aqueles que têm contribuído, de várias formas, para esta causa. Foram vendidos 1198 bilhetes para a partida entre o GD Chaves e o CD Trofense”, refere a nota divulgada pelo clube.

Os interessados podem contribuir através do MBWAY 939979980 ou pelo IBAN PT50 0007 0000 3463 9772 3.

Grandes corridas no Estoril foram o melhor tributo a Paulo Alves

O Estoril Racing Tribute – Paulo Alves reuniu quase 130 carros em pista, num fim de semana de homenagem a um dos grandes impulsionadores da ANPAC e da Velocidade nacional.

Foi um momento poético. No final da transmissão em live streaming da primeira corrida do CPV 1300, no Estoril, o realizador mostrou-nos uma imagem das árvores e dos montes que rodeiam o circuito, com o som do vento nas folhas a misturar-se com o barulho longínquo dos motores. Que melhor imagem para recordar o espírito e a memória de Paulo Alves, um eterno apaixonado pelas (verdadeiras) corridas de automóveis em Portugal e um dos grandes impulsionadores da ANPAC e da Velocidade nacional. Paulo Alves deixou-nos, inesperadamente, no passado mês de julho, mas a adesão maciça de pilotos e o espetáculo no Circuito do Estoril, este fim de semana, foram o melhor tributo ao seu trabalho e à sua memória.

A ANPAC e a MotorSponsor, numa parceria que reforça, cada vez mais, o verdadeiro espírito do automobilismo em Portugal, tiveram quase 130 carros no Estoril, num programa com muita competição em pista e animação fora dela, tal como já tinha acontecido em abril, no Estoril Racing Kickoff, ou no Circuito Internacional de Vila Real, onde a adesão às competições promovidas pela ANPAC atingiu números históricos.

O eterno charme dos Clássicos

Mais uma vez, o Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos, teve corridas emocionantes e que reeditaram os já famosos duelos entre o potente Porsche 911 RSR de João Macedo Silva e a armada dos Ford Escort RS. O consagrado Mário Silva também regressou às provas de Clássicos, com um espetacular Chevrolet Corvette Stingray, mas o carro norte-americano teve problemas de sobreaquecimento.

A primeira corrida começou com o abandono precoce de dois dos favoritos, Carlos Vieira e Francisco Mora (filho), ambos com problemas mecânicos, enquanto João Macedo Silva fez mais uma das suas recuperações notáveis, pois rodava em 5.º na primeira volta. Quando piloto do Porsche chegou à frente da corrida, gerou-se uma batalha memorável entre Macedo Silva, Rui Costa e Joaquim Jorge, três pilotos que chegaram a passar lado-a-lado na reta da meta e a discutir a travagem para a primeira curva.

Macedo Silva triunfou na Corrida 1 e foi acompanhado no pódio dos H75 por Joaquim Jorge e Rui Costa, três pilotos que continuam a dar espetáculo nas corridas de Clássicos em Portugal. João Cruz venceu no Grupo 5, com mais um belíssimo Ford Escort RS, enquanto o piloto e preparador Ricardo Pereira (Ford Escort RS2000) voltou a mostrar o seu talento no Grupo 1. Jorge Cruz e o BMW 323i começaram o fim de semana a ganhar nos H81, e Jorge Guimarães fez o mesmo nos H71, ao volante do Volvo 121.

A Corrida 2 voltou a colocar um sorriso no rosto de qualquer fã das corridas de automóveis. Macedo Silva colocou o Porsche no comando das operações, mas um período de Safety-Car permitiu a Carlos Vieira, Rui Costa e Joaquim Jorge colarem-se aos escapes do 911 RSR. Com duas voltas para disputar, Carlos Vieira entrou no modo de ‘tudo ou nada’ e conseguiu uma ultrapassagem na última volta, com o Escort e o Porsche a tocarem-se, permitindo a Rui Costa, em mais uma demonstração de classe, cortar a linhar de meta no 2.º lugar, na frente de Macedo Silva. Os três primeiros terminaram separados por 0,5s! Joaquim Jorge e Rui Alves, irmão do grande homenageado do fim de semana, completaram o top 5 da geral, com Jorge Cruz a repetir o triunfo nos H81. O mesmo sucedeu a Ricardo Pereira no Grupo 1 e a Jorge Guimarães nos H71, numa grelha onde também se destacava o regresso de Kiko Mora (pai), ao volante do Ford Escort Mk2.

O colorido único dos Legends

Como já é habitual, a maior grelha do fim de semana foi a do Campeonato de Portugal de Velocidade Legends, com nada menos de 48 carros no Circuito do Estoril. Da impressionante garagem da família Barros voltaram a sair o Ford Sierra RS500 para Luís Barros e o Mercedes 190 Evo para o jovem Vasco Barros, dois pilotos que dominaram os primeiros lugares da geral. Problemas mecânicos na Corrida 2 impediram Luís Barros de fazer a dobradinha, com o filho Vasco a impor o Mercedes na derradeira corrida.

Na Corrida 1, o Volvo 850R de Filipe Matias e Rodrigo Macedo foi o mais direto perseguidor de Luís e Vasco Barros, com Paulo Vieira (BMW M3 E36) a ganhar nos L99. Francisco Gonçalves (Lotus Elise) foi o mais rápido nos Super Extra e Luís Liberal teve uma estreia vitoriosa (L90) com o belo BMW M3 com as cores da Warsteiner, que traz reminiscências do DTM de 1988. João Luís e o exótico Renault Spider evidenciaram-se na classe Trophy, tal como o Honda Integra Type-R de João Sousa e Tiago Montes nos L99-2000. Eleutério Duarte e o Renault Clio RS2000 conseguiram superar os Honda Civic nos Super Turismos, e Artur Monteiro foi o mais rápido nos L99-1600, com o Citroën Saxo Cup.

A segunda corrida dos Legends, viu José Paulo Sousa ganhar a categoria L99 com o BMW M3 E36, logo seguido por Paulo Vieira e por Luís Liberal, que voltou a impor o estreante BMW nos L90. Rui Gonçalves bateu a concorrência nos Super Turismos, com o Civic Type-R, André Tavares venceu nos Super Extra com o Honda S2000 e Artur Monteiro voltou a ser o mais forte entre os L99-1600. Entre os Honda Integra, vitória para José Almeida nos L99-2000, numa corrida que voltou a ter batalhas muito interessantes no meio do extenso pelotão.

Datsun dominam 1300

A grelha do Campeonato de Portugal de Velocidade 1300 voltou a reunir mais de duas dezenas de carros de diferentes eras, mas com os ‘eternos’ Datsun 1200 – com preparações diversas – no topo das classificações. Luís Alegria tinha dominado os treinos cronometrados, mas depois João Braga foi o mais forte na Corrida 1. Luís Alegria sentiu algumas dificuldades no seu Datsun, mas deu espetáculo com grandes powerslides, já depois de problemas de motor terem ditado o abandono de outro forte candidato à vitória, José Fafiães.

João Braga terminou com escassos 0,5s de vantagem sobre Luís Alegria, com Pedro Barbosa a completar o pódio, na frente de Carlos Cruz, todos eles nos Datsun da categoria H75. Arnaldo Marques levou o seu Datsun 1200 ao triunfo nos H71, e o jovem Manuel Alves (19 anos), campeão em título do Desafio ANPAC, teve um regresso em grande ao CPV 1300, vencendo a categoria com o Fiat Punto 85. Pedro Pimenta ganhou entre os Legends com o Peugeot 106, Carlos Maciel (Morris Cooper) fez o mesmo nos H71-1000 e o promissor Miguel Miguel estava a fazer uma excelente corrida com o MG Metro da categoria H81, até ser obrigado a desistir com um furo.

Na Corrida 2, Luís Alegria conseguiu impor o andamento que tinha demonstrado nos treinos, ganhando na frente de João Braga e Pedro Barbosa, que rodaram muito próximos. Arnaldo Marques (4.º da geral) voltou a mostrar a sua rapidez nos H71, com José Fafiães a recorrer ao motor suplente e a conseguir um top 5. Entre os jovens pilotos do Desafio ANPAC, Manuel Alves fez a ‘dobradinha’ de vitórias no Estoril, e Paulo Miguel – que vinha de uma dupla vitória no Circuito de Vila Real – confirmou todo o potencial do carismático MG Metro, conseguindo uma excelente recuperação na derradeira corrida do fim de semana. Registo ainda para Veloso Amaral, que triunfou nos H71-1000, com o seu Datsun 1000.

As competições promovidas pela ANPAC regressam entre 28 e 30 de outubro, durante o Algarve Classic Festival, em Portimão.

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