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Hélder Silva domina em Boticas e comemora título com quarto triunfo da época

Imperial. Eis a palavra que sintetiza o domínio exercido por Hélder Silva na 7ª Rampa de Boticas 2022. No fim-de-semana em que se tornou bicampeão nacional absoluto, o piloto da Power House dominou a última prova da temporada 2022 de Montanha.

Triunfando em todas as subidas em que participou, Hélder Silva logrou ainda registar as duas melhores marcas do fim-de-semana, cravando na segunda Subida de Prova como melhor “crono” de toda a prova o tempo de 2.12.,933, à espantosa média horária de 138,38 km/h.

Sempre que uma adversário melhorava o registo, o piloto da Osella PA2000 EVO 2, melhorava ainda mais, construindo assim de forma musculada aquela que é a quarta vitória absoluta na temporada em que chegou ao segundo título consecutivo da sua carreira.

“Estou muito feliz, principalmente pela minha família, pela equipa e pelos patrocinadores. Foi um ano muito intenso, onde apostámos em evoluir de forma contínua a Osella e todo o trabalho da Power House deu frutos. Aliás, foi aqui em Boticas que eu senti finalmente a barchetta no ponto. Esteve perfeita e construímos uma vitória que é prenda acrescida ao título nacional”, prometendo Hélder Silva que ”possivelmente, alinharei em 2023 para lutar pelo tricampeonato!”.

Em Boticas, quem mais perto rodou do vencedor foi o espanhol César Rodriguez. Tal como nas vezes anteriores em que participou no CPM JC Group, o piloto da Osella PA21S Jrb voltou a revelar muita rapidez, premiada em Boticas com um justo 2º lugar da geral, a 4,3 segundos de Hélder Silva.

O pódio absoluto contou com a presença de José Correia no 3º posto. A braços com alguns problemas na Norma FC20 da JC Group Racing Team, Correia foi melhorando os tempos e desalojou António Rodrigues e o SilverCar EF 10 da NJ Racing/Lusimed do 3º lugar na derradeira Subida de Prova, beneficiando do facto do piloto duriense ter desistido nessa subida, com a quebra da transmissão do protótipo catalão, tendo assim de se contentar com o 4º lugar da geral.

Logo atrás da “Bala do Douro”, o 5º lugar absoluto foi conquistado pelo seu colega de equipa, Nuno Guimarães. Este, voltou a evidenciar todos os seus predicados com o SilverCar S2 e voltou a vencer entre os Protótipos B, não sem que nesta luta particular enfrentasse forte oposição do espanhol Martin Villar (BRC 05 Evo), que terminou somente a 0,8 segundos do “Capitão da Montanha”. O pódio da Divisão ficou completo com Joaquim Rino, no BRC BR49 Evo da Articimentos.

Quanto aos GT, com o campeão Vítor Pascoal ausente, previa-se um duelo sem tréguas entre Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP).

E assim sucedeu. A “Princesa da Montanha” impôs a lei do seu GT4 na subida a contar de sábado, mas viu o espanhol ripostar na segunda subida, já no domingo, ficando tudo por resolver para a terceira Subida de Prova. Ambos foram ao ataque, mas Gabriela Correia subiu um patamar na rapidez e venceu com todo o mérito, deixando, no final, o adversário a três segundos de distância. Mesmo a braços com graves problemas de eletrónica no Nissan Nismo 370Z, o bracarense Daniel Vilaça garantiu o 3º posto na categoria.

Quanto à Categoria Turismos, Boticas foi palco da festa do “tetra” de Luís Nunes. O “Foguete de Valpaços” apareceu em Boticas com o seu Skoda Fabia R5 alvo de um “upgrade” aerodinâmica, que se juntou à evolução que o carro tem vindo a sofrer no motor e as alterações refletiram-se de forma contundente no cronómetro.

Nunes foi o melhor da categoria, terminando a larga distância dos demais, muito para lá do que tinha sucedido em todas as provas anteriores da época, comemorando assim com o sexto triunfo na categoria e o oitavo na Divisão 1, a conquista do quarto título nacional consecutivo.

Luis Nunes

Na sua divisão, houve luta pelo segundo posto, tendo sido Pedro Marques (Subaru Impreza 4WD) a superiorizar-se a Carlos Gonçalves (Mitsubushi Lancer EVO X).

Já Joaquim Teixeira, voltou a ser quem mais perto conseguiu rodar de Luís Nunes. Em dia de aniversário, o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso foi segundo na categoria e manteve a invencibilidade na Divisão 2, espaço onde também encontramos o 3º melhor da categoria.

Falamos de José Carlos Pouca Sorte que, no VW Golf R35 GTi da Megamotors, voltou a demonstrar uma competitividade intensa e selou a sua presença no pódio final dos Turismos no campeonato. Uma palavra para Manuel Rocha e Sousa (Cupra TCR) 3º em Boticas na Divisão 2.

Imprópria para cardíacos voltou a ser a “batalha” na Divisão Turismos 3. Houve drama, reviravoltas e indecisão quanto à vitória na prova e à conquista do título até final.

E se no sábado, um problema de motor no Citroen Saxo, quase afastava Bruno Carvalho dos dois objetivos, o piloto da Lx Sport esteve perfeito no domingo e, já na última subida, desalojou Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) da liderança na rampa e no campeonato, reservando para si a vitória em ambos, sendo de realçar que Summavielle deu tudo em pista e foi e sai do campeonato com um 2º lugar merecido, por toda a sua incrível capacidade. Alberto Pereira, num Honda Civic Type R voltou a andar forte e foi 3º nas contas da divisão.

Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, Sérgio Mateus venceu e voltou a receber os favores do público pela sua condução rápida e exuberante.

A festa rija que as claques e todos quantos fazem parte da “família da Montanha” organizaram para receber na zona de partida o plantel do campeonato, logo após o términus da última subida de prova, foi plenamente justificada pela excelente época que a modalidade viveu em 2022, premiando ainda a organização de grande nível que o Demoporto rubricou nesta oitava e última prova da temporada.

VMotores

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CP (Série A): Pedras Salgadas empata (1-1) em São Martinho

O Juventude de Pedras Salgadas empatou , este domingo, na deslocação ao terreno da AR São Martinho (1-1), no Estádio Comendador Abílio Ferreira, em jogo da 2.ª jornada da série A do Campeonato de Portugal.

O embate entre os campenses e os da vila termal começou com o conjunto visitante mais ofensivo e a rondar a baliza de Rui Vieira, mas seria a equipa da casa e contra a corrente do jogo a marcar primeiro. Aos 6 minutos Mateus Abraão aproveitou um passe mal direcionado de Edu na saída para o ataque e bateu Gonçalo Pinto.

Os visitantes reagiram e intensificaram a pressão e quase chegavam ao empate num remate de Nicolas (10).

Os homens de Gustavo Souza voltaram a estar em evidência, aos 24 minutos num cabeceamento de Edgar ao qual Rui Vieira correspondeu com uma intervenção de nível elevado.

No regresso para o segundo tempo, a dinâmica da partida manteve-se, com a formação da vila termal a utilizar um futebol mais ofensivo. Depois das alterações efetuadas, com a entrada de três jovens bastantes dinâmicos (Jorginho, Portal e Biscaia) e de várias oportunidades junto da baliza de Rui Vieira, a equipa termal acabou mesmo por chegar ao golo da igualdade. À passagem do minuto 84, numa jogada ofensiva, Biscaia aparece isolado e rematou sem hipóteses de defesa para o guardião Rui Vieira.

O Juventude de Pedras Salgadas poderia ter chegado à vitória em cima dos 90 minutos, quando em jogada de envolvência ofensiva, Talysson rematou por cima do travessão da baliza de Rui Vieira.

Arbitragem de Renato Gonçalves fica marcada pelo penálti não assinalado a favor do Pedras Salgadas. Aos 55 minutos Grando jogou o esférico com a mão dentro da área do São Martinho.

Ficha de jogo:

São Martinho – Pedras Salgadas, 1-1

Estádio Comendador Abílio Ferreira, em São Martinho do Campo.

Arbitro: Renato Gonçalves (AF Guarda)

São Martinho: Rui Vieira, Breno (Simão, 76), Ricardo Carvalho, Grando, Xavi, Nuno Moreira, Bruno Pinheiro, Bruno Simões (André Martins, 74), Ricardo Pinto (Tiago Valente, 74), Leo Costa e Mateus Abraão (Pierre, 68).

Treinador: José Bizarro

Pedras Salgadas: Gonçalo Pinto, Tomás Piedade (William, 80), Edu, Miguel Carreira, Flávio, Batista, Hélder Almeida (Jorginho, 78), Talysson, Nicolas (Portal, 78), Taka e Edgar (Biscaia, 78).

Treinador: Gustavo Souza

Ao intervalo: 1-0

Golos: 1-1 Mateus Abraão (6′), 1-1 Biscaia (84′)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Xavi (15), Breno (17), Ricardo Carvalho (19), Edgar (19), Hélder Almeida (75), Tomás Piedade (77) e Talysson (90+3).

Luis Roçadas

Foto: AR São Martinho

AFVR (Divisão de Honra): resultados, marcadores e classificação da 3ª jornada

Resultados, classificação e marcadores dos jogos da 3ª jornada da Divisão de Honra da AF Vila Real.

Mondinense – Vila Real, 0-0

Vila Pouca – Sabrosa, 3-3
Marcadores: Duda x2, Leandro // Diogo Pardal, Simão Freitas (pen.), Filipe Silva (AG)

Santa Marta – Murça, 1-0
Marcadores: Machado

Ribeira Pena – Sabroso, 1-1
Marcadores: Larocha // Ferruge (AG)

Valpaços – Cerva, 2-1
Marcadores: Ivo, Ezequiel // Gabriel

Abambres – Atei, 2-0
Marcadores: Diogo Fraga e Domingos

Lordelo – Fontelas, 0-3
Marcadores: Osório x2 e Emanuel

Régua-Constantim, 1-0
Marcadores: Edu

Vidago-Mesão Frio, 1-0
Marcadores: Rodrigo Pinto (AG)

CLASSIFICAÇÃO

AFVR: confira os árbitros nomeados para a 3.ª jornada da Divisão de Honra

AFVR divulgou as equipas de arbitragem para os jogos da ronda 3

O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Vila Real revelou, nesta sexta-feira, os árbitros nomeados para a 3.ª jornada da Divisão de Honra.

Nomeações para a jornada 3:

Mondinense – Vila Real
Árbitro: Rui Silva
Assistentes: Tiago Mota e Tiago Alves

Vila Pouca – Sabrosa
Árbitro: André Neto
Assistentes: Israel Lopes e José Barreto

Santa Marta – Murça
Árbitro: Nuno Silva
Assistentes: Sérgio Faceira e Emanuel Lopes

Ribeira Pena – Sabroso
Árbitro: Miguel Ferreira
Assistentes: Ivo Pinto e Domingos Oliveira

Valpaços – Cerva
Árbitro: Luís Silva
Assistentes: João Balsa e Hugo Frades

Abambres – Atei
Árbitro: David Barbosa
Assistentes: Carlos Pereira e Mário Monteiro

Lordelo – Fontelas
Árbitro: Flávio Melo
Assistentes: Ivo Fraga e Paulo Fonseca

Régua-Constantim
Árbitro: Carlos Teixeira
Assistentes: Vitor Silva e Artur Veiga

Vidago-Mesão Frio
Árbitro: Carlos Leite
Assistentes: Fernando Nunes e Orlando Valoura

Luis Roçadas

LENDAS DO DESPORTO: O ÚLTIMO CONTRATO DE VENÂNCIO

 Depois de anos a marcar os mais temíveis avançados do futebol nacional, a actual especialidade de Pedro Venâncio é a moda. Para homens e mulheres. É o defesa-central- do Sporting e do Boavista que escolhe as colecções da sua loja, em Setúbal.

 O espaço Corelli comercializa roupa de várias marcas para homem e senhora. “Vendemos tudo menos peças íntimas, como soutiens ou cuecas”. Os mais famosos clientes são os ex-jogadores e amigos como Zezinho, Carlos Xavier ou Oceano.

 O negócio é que já teve melhores dias. “Esmos a atravessar uma grande crise e o negócio das roupas é dos mais castigos”, sustenta. Nas épocas natalícias, “chegámos a facturar 500 contos por dia. Agora há dias em que não se vende nada. Graças a Deus são poucos Mas isto vai melhorar”, afiança.

 Quando falta pessoal na loja. Venâncio dá uma mãozinha nas vendas. “Gosto de dar conselhos às pessoas, mas só estou no balcão quando não temos empregados”.

 A carreira do futebolista foi toda feita em Portugal. Aos 17 anos, depois de dar nas vistas nas escolas do Vitória de Setúbal, recebeu um, convite de Alvalade.

 Cumpriu uma época na equipa júnior do Sporting e passado um ano assinou o seu primeiro contrato como profissional. “Ganhava 50 contos por mês”, recorda com nostalgia. Nessa época, uma vitória contra o Dínamo de Zagreb nas competições europeias rendeu-lhe um prémio de jogo que nunca mais irá esquecer: “Foram 200 contos. Na altura era muito dinheiro e deu para ajudar a comprar o meu primeiro carro, um Renault 5 GTL, que me custou 625 contos”.

 Depois, foram 11 épocas de leão ao peito e cerca de 300 jogos na primeira Divisão. Faltou um título de campeão. Aquele por que milhares de sportinguistas suspiraram durante 18 longos anos. Ganhou duas Supertaças Cândido de Oliveira.

 O último, contrato celebrado com o Sporting foi o que lhe rendeu mais dinheiro: cerca de mil contos por mês. “Foi o senhor Jorge Gonçalves que decidiu reconhecer a prata da casa e deu bons contratos aos jogadores mais antigos”, justifica.

 Acabado o percurso leonino, Pedro Venâncio rumou ao Norte para representar o Boavista. “Foram dois anos em que as lesões não me largaram. Mesmo assim ainda fomos à final da Taça contra o Benfica, mas perdemos por 5-2”.

 O melhor momento da carreira deste ex-internacional português foi em Alvalade, contra o Inter de Milão. “Marquei o Klinsmann durante todo o jogo. No final, ele reconheceu que eu tinha sido um dos centrais mais difíceis que ele tinha enfrentado”.

 Regressou ao Sporting em 1997, como treinador dos juvenis e na e a época seguinte passava a ser adjunto de Mirko Jozuc. Na temporada de 2011/12 foi treinador adjunto no União de Leiria.

Orlando Fernandes

Nuno Guimarães: “Boticas será uma merecida festa para mim e para a equipa!”

O “Capitão da Montanha” e carismático piloto da NJ Racing já tem tudo resolvido quanto à vitória final nos Protótipos B e quase de vez no que concerne ao fabuloso pódio absoluto que ocupará no fecho deste Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Em Boticas, quer comemorar a época de sonho que a sua equipa está a viver, sem enjeitar estar na luta pelos lugares de topo.

Sete provas realizadas, sete triunfos na sua divisão e quatro presenças no pódio absoluto. Eis a saga triunfante de Nuno Guimarães aos comandos do seu SilverCar S2 durante a presente época que tem sido “de sonho, quer a nível de resultados, quer a nível de fiabilidade e performance do SilverCar S2!”.

Como tal, é lógico que o “Capitão” vá para a Rampa de Boticas com “sensação de dever cumprido. Garantirei na primeira subida de treinos o 3ª lugar da geral do Campeonato, o que me deixa muito feliz e honrado, pois competindo com um protótipo menos competitivo face aos da Divisão A, é um prémio extraordinário que enriquece  a época”, isto já “depois de no Caramulo ter garantido o título nos Protótipos B. Para alem disso a NJ Racing vai estar em Boticas em máxima força com o Toni a lutar pela vitória e a Rute a apresentar um nível de evolução espetacular!”.

Mas a competição não está alheada do seu foco. Nuno Guimarães quer “andar rápido, tudo fazer para voltar a vencer na minha divisão e, mesmo numa prova com 5 protótipos A, vamos lá ver se conquistámos um Top 5”.

No fecho da rampa e do campeonato, será tempo de viver “a “FESTA” de encerramento do Campeonato, onde pilotos, equipas, patrocinadores, famílias e o próprio clube organizador se juntam para dar voz e cor a uma modalidade e um campeonato que felizmente estão de boa saúde: muita competitividade, companheirismo e profissionalismo de todos os envolvidos”.

Rute Brás: “Boticas é uma das rampas que mais gosto”

Rute Brás sente-se confiante e entusiasmada por ir competir no desafiante traçado de Boticas. A piloto da NJ Racing quer terminar da melhor forma uma época em que conseguiu evoluir de forma contínua.

Dentro do competitivo plantel da Divisão Turismo 3, lá estará Rute que não esconde ir correr “numa das rampas que mais gosto, pelo traçado, pela assistência e pelo público”.

O Peugeot 206 RC da NJ Racing mais está pronto para “rugir” ao longos dos 5,1 quilómetros da Rampa de Boticas, oitava e derradeira prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

A “Amazona do Douro” chega ao traçado transmontano “sem dúvida ansiosa, mas com muita vontade para fazer ainda melhor. Sinto-me mais confiante, mais a vontade com o carro e o desfecho do Caramulo deu-me ainda mais garra para continuar a progredir”, tendo como mote para Boticas fazer “uma boa prova, sem percalços, tentando melhorar os meus tempos subida após subida, para terminar em beleza uma época inesquecível”.

Sabedora de que a “Família da Montanha” prepara uma festa de arromba para assinalar o términus competitivo do campeonato, Rute Brás espere “viver intensamente o momento e desfrutar junto de todos aqueles que me acompanharam nesta caminhada, a minha equipa NJ Racing, os nossos mecânicos da A. Miranda Competições, a família e um infinito número de amigos que sempre me apoiam”.

Em termos de programa competitivo, a Rampa de Boticas 2022 arrancará no próximo sábado, pelas 13.30 horas, com a 1ª Subida de Treinos Oficiais, incluindo ainda no dia inaugural mais uma Subida de Treinos, e a 1ª Subida Oficial, que previsivelmente arrancará pelas 16.30 horas.

No domingo, o Warm-up matinal está marcado para as 10.00 horas, antecedendo a última Subida de Treinos da prova. Depois, será tempo de todas as decisões, com a 2ª e a 3ª Subida de Prova, que terão início após o meio-dia.

Rampa de Boticas recebe o duelo final

A oitava e última prova do ano será decisiva para a atribuição do título absoluto, estando ainda em liça mais algumas discussões acesas, destacando-se a “batalha” intensa pelo triunfo final na Divisão Turismo 3. Aplausos ainda para as quase seis dezenas de inscritos na prova.

5110 metros, com uma inclinação média de 9,2% e um acumulado de subida de 727 metros. Eis o palco desafiante montado em Boticas, que irá receber o “show” final do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com a festa a prometer ser rija na emoção e na competição.

Sob a batuta organizativa do Demoporto, o belo concelho cravado no coração transmontano recebeu os favores da “Família da Montanha” que acorre a esta oitava e última jornada do ano em massa. 50 inscritos nas lides do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, a que se juntam mais 6 na Rampa Regional, atestando, uma vez mais, a saúde qualitativa e quantitativa que a modalidade tem ostentado ao longo de 2022.

Hélder Silva ou José Correia. Osella PA2000 EVO 2 PA.30 ou Norma FC20.

Eis a questão maior para decidir em Boticas.

Ou o piloto poveiro da Power House renova o título conquistado em 2021, ou o “patrão” e piloto da JC Group Racing recupera o cetro que tinha conquistado em 2020.

Hélder Silva parte como favorito, não só porque lidera destacado a tabela pontual como lhe basta pontuar em Boticas para resolver a questão. O ponto que obterá caso participe na 1ª Sessão de Treinos Oficiais selará o título e libertará o piloto para se focar na luta pela vitória na prova, sabendo que José Correia tudo fará para o contrariar e regressar aos triunfos.

Mas os dois não estão sós neste debate competitivo pelo triunfo na pista transmontana.

Vindo da sua primeira vitória absoluta na carreira, António Rodrigues aparece muito motivado e ciente de que tem argumentos para vencer. O piloto do SilverCar EF10 da NJ Racing/Lusimed terá uma palavra forte a dizer na contenda, bem como também acontece com o espanhol César Rodrigues Alonso (Osella PA21 Jrb), a atentar pela competitividade que demonstrou em anteriores presenças no campeonato.

Também “rasgadinho” vai ser o embate entre os Protótipos B.

A questão do triunfo final nesta divisão está já decidida. Nuno Guimarães (SilverCar S2) já reclamou o cetro para a NJ Racing e está livre de qualquer pressão para tentar conquistar mais uma vitória no ano, até porque sabe que também já assegurou o lugar no degrau mais baixo do pódio absoluto do campeonato.

Atletas do Abambres convocadas para a Seleção Nacional feminina de sub-15

As atletas Eva Carreira e Margarida Carvalho, do Abambres Sport Clube, começam a época desportiva 2022/2023 com nova convocatória para estágio de preparação da Seleção Nacional de Futebol Feminino Sub-15.

O estágio decorre na Cidade do Futebol, nos dias 26 e 27 de setembro.

LR

LENDAS DO DESPORTO: FRAGUITO, UM TALENTOSO MÉDIO

Samuel Ferreira Fraguito nasceu a 8 de Setembro de 1951, em Vila Real, Trás-os-Montes, e destacou-se como um talentoso médio do Sporting Clube de Portugal ao longo da década de 1970 e inícios de 1980.

 Embora nascido há 71 anos, em Mouçós, a aldeia transmonta de Abobeleira, em, Vila Real, Samuel Fraguito viajaria, ainda bebé com a sua família para o Brasil, à procura de uma vida melhor. E foi no ´país do futebol´, mais concretamente, no Rio de Janeiro, que o jovem transmontano começou a ganhar o gosto pela ´redondinha´. Jogaria até aos 15 anos nos escalões jovens do Fluminense FC, quando uma desgraça familiar – o seu irmão foi assassinado – faria com que a sua família regressasse a Portugal e à sua Vila Real.

Com a bola os pés, Farguito destacava-se acima dos restantes e com apena 16 anos já jogava pela equipa principal do SC Vila Real, na antiga III Divisão. A sua qualidade aliada à muita juventude deu as vistas e começaria a ser convocado para a selecção nacional de juniores, o que marcaria o início da sua ascensão meteórica no futebol nacional. Daí saltou logo para a I Liga, um passo que como demonstraria, era já adequado ao seu talento.

 O médio vestiu as cores do Boavista FC em duas temporadas no início dos anos 1970 e destacou-se, ajudando os axadrezados a acabar, consecutivamente, em sexto e em 11.º. O muito futebol que concentrava nos seus 1,72 metros de altura tornou-o logo num jovem muito cobiçado pelos grandes em Portugal, e o Sporting Clube de Portugal, em 1972, deu um passo em frente, quando procurava um substituto a Fernando Peres. E o que encontrou em Fraguito? Um introvertido médio transmontano com jeito e toques brasileiros.

 De bigode farfalhudo e cabelo volumoso, típico à época, e ainda meias habitualmente em baixo, o dez que várias vezes envergou nas costas correspondia à sua forma de jogar: acima de tudo um tecnicista, e drible curto, muito difícil de desarmar e um mestre do passe, que conjugava com a sua visão de jogo.

 Em Alvalade, Fraguito exibiu o seu futebol no seu melhor e seria tido como um dos centrocampistas mais talentosos da sua geração. Só as malditas lesões – cinco operações ao joelho esquerdo e duas ao direito, no total – lhe colocariam limites. Ainda assim para trás ficam 202 jogos de Leão ao peito, ao longo de nove épocas, nos anos 1970 e inícios de 1980, marcando ainda 23 golos. Além disso, foi-se notabilizando ao ser um dos responsáveis por ´alimentar´ a voragem goleadora ao longo das temporadas, de avançados Leoninos como Héctor Yazalde, Rui Jordão, Manoel Costa e Manuel Fernandes.

 Desta forma, festejaria dois Campeonatos Nacionais e três Taças de Portugal. E a primeira prova-rainha venceu-a logo na sua época de estreia, em 1972/73. No entanto, foi no ano a seguir que o Sporting CP assinou uma temporada inesquecível, somando uma histórica ´dobradinha´ com o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal de 1973/74. Por sua vez, Samuel Fraguito realizou a sua melhor época em termos goleadores, tendo apontado seis tentos em 16 jogos.

 Seria sempre um jogador muito utilizado no Sporting CP, porém apesar da sua qualidade, o médio apenas somaria seis internacionalizações e um golo por Portugal – este marcado no seu último jogo, em 1976, diante da Itália. Foram, sobretudo as lesões que foram encurtando a carreira de Fraguito, enquanto o transmontano se foi também afastando do mundo do futebol.

 Deixaria em Alvalade em 1980/81, perto dos 30 anos, para regressar ao Norte do país, onde alinharia no Ermesinde SC e, por fim, no seu SC Vila Real, encerrando a carreira em 1983. Depois, Fraguito tirou o curso de treinador e por lá ficou, primeiro, orientando equipas da formação de vários clubes durienses, antes de trabalhar também na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

Orlando Fernandes

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